
Depois de 42 mil casos de dengue em 2014, Campinas bateu, este ano, o novo recorde da doença. Já são 65.228 infectados pelo Aedes aegypti na cidade, de acordo com o último balanço divulgado em 30 de outubro pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado. Ainda, o município contabiliza 15 mortes por dengue no ano – outras três aguardam resultados de exames para confirmação. Considerada a cidade com os números mais expressivos da dengue em todo Estado, Campinas concentra 11,5% das infecções em território paulista.
De 24 de setembro para 30 de outubro, os casos confirmados saltaram de 63.444 para os mais de 65 mil, aumento de 3% em seis dias. Desse total, 64.829 (99%), são autóctones, ou seja, foram contraídos no próprio município e 399 foram importados de outras localidades.
Em março, informou a Secretaria Municipal de Saúde, ocorreu o pico da doença, com 24.553 registros; em abril 22.232.
No segundo semestre, Campinas ganhou o reforço de 255 agentes de saúde no combate a criadouros do mosquito e mantém um comitê intersetorial ligado ao gabinete do prefeito Jonas Donizette (PSB), que se reúne quinzenalmente para planejar e desencadear ações intersetoriais de prevenção e controle da doença.
A Secretaria da Saúde pontuou que atualmente, além do contingente próprio, o município conta com um reforço de 62 homens da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), que atuam em campo nas ações de casa em casa fazendo nebulização, remoção de criadouros e ações de educação e informação sobre a doença.
Segundo a pasta municipal, entre as ações desenvolvidas diante do surto da doença estão a remoção de 480 mil toneladas de entulhos, instalação de telas em 30 mil caixas d’água, retirada de mais de 500 toneladas de criadouros, 4.870 proprietários foram intimados a fazer a limpeza de seus terrenos, 2.791 foram notificados a manter suas calçadas em ordem, 250 mil imóveis foram visitados pelas equipes de saúde e 52 mil alunos receberam revistas educativas com informações sobre a dengue.
A Secretaria, porém, não informou os casos exclusivos em Sousas e Joaquim Egídio e não respondeu como a Prefeitura se prepara contra uma nova epidemia em 2016.
Cenário
Este ano, o Brasil registrou aumento de 176% nos casos da doença sobre 2014. No Estado de São Paulo, foram registrados 561.650 casos, com 376 mortes, sendo 171 em investigação. Na RMC (Região Metropolitana de Campinas), Jaguariúna, Paulínia, Cosmópolis, Hortolândia e Sumaré enfrentam estado de alerta para epidemias de dengue, chikungunya e zika em 2016. Tais cidades tiveram entre 1% e 3,9% dos imóveis vistoriados com a presença larvas do mosquito transmissor. A informação é do Ministério da Saúde, por meio do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa).




