
O médico Tarcísio Rabelo, do Centro de Saúde de Sousas, alerta para a necessidade de enfrentamento a epidemias de dengue, chikungunya e zíka vírus. Nos últimos dois anos, Campinas enfrentou as piores epidemias provocadas pelo Aedes aegpyti. Apenas este ano, foram 65 mil casos de dengue confirmados e 15 mortes devido à doença. Na área de abrangência do Centro de Saúde de Sousas, o médico afirmou que cerca de 1,4 mil casos foram registrados, além de duas mortes.
“Todos os bairros foram atingidos. A dengue provoca danos à saúde, afasta as pessoas de suas atividades e os casos mais graves podem necessitar de internação hospitalar”, mencionou o médico, que analisou o surgimento de outras duas doenças.
“Este ano temos mais duas doenças que estão chegando ao nosso país: a chikungunya e o zika vírus, ambas transmitidas pelo mesmo mosquito da dengue. Essas doenças ainda são pouco conhecidas, mas já se sabe que são doenças que podem acarretar problemas graves de saúde, principalmente problemas neurológicos”, explicou.
O profissional de saúde destacou que até o momento, as conseqüências mais graves dessas doenças são as encefalites (inflamação no cérebro) e microcefalia (crânio ou cabeça pequena) detectadas em bebês cujas mães tiveram a doença durante a gestação.
“Os casos estão por enquanto concentrados no nordeste do país, principalmente em Pernambuco, com mais de 500 casos detectados do mês de setembro até agora. No estado de São Paulo, já se detectaram mais de 100 casos e em Campinas já temos cinco casos e estamos investigando mais quatro casos na semana do dia 2 de dezembro”, analisou.
A microcefalia é conseqüência de infecção pelo zika vírus, reforçou o médico, e acarreta em atraso neurológico nas crianças de forma definitiva.
“Atualmente, o Brasil decretou emergência em saúde pública de importância nacional, isto é uma situação séria, pois trata-se de uma doença ainda pouco conhecida no mundo, não se tem estudos suficientes para entender a doença. O Brasil está sendo o país com o maior número de casos no mundo”, frisou.
Diante desse cenário, o dr. Tarcísio Rabelo, forneceu dicas a fim de “acabar” com o Aedes aegypti. “Elimine os focos do mosquito em pratinhos de plantas com água; bromélias são criadouros, tem que furar os ramos da planta para escoar água; caixa d’ água deve ser totalmente fechada ou telada adequadamente, inclusive o ladrão do cano; as calhas dos telhados estão sendo o principal foco de mosquitos, limpe sua calha; larvas também foram encontradas em grelhas de escoamento de água e ralo, assim como em garrafas pets, baldes, pneus e vasilhas de água de animais; todos devem usar repelentes, inclusive as mulheres grávidas (três vezes ao dia); e donos de casas e imobiliárias devem reforçar a limpeza nos imóveis”, alertou.
Nova epidemia
De acordo com o dr. Tarcísio Rabelo, as infecções pelo mosquito da dengue devem começar a aumentar em janeiro. “Já temos casos positivos hoje. O controle desta epidemia está em nossas mãos, o poder público está se preparando. Teremos suporte para o enfrentamento da epidemia, mas a responsabilidade dos domicílios é de cada um de nós. O Centro de Saúde de Sousas está disponível para esclarecimentos, principalmente para mulheres grávidas ou que possam engravidar. Receba os agentes de saúde em sua casa e permita o trabalho para detectar o foco do mosquito”, finalizou.




