O zagueiro Gum desistiu de participar da partida de hoje contra o Bahia e deixou a concentração da Ponte Preta, em Salvador, alegando não ter condições psicológicas para disputar o jogo. A Comissão Técnica da Ponte Preta irá se reunir quando voltar a Campinas – para onde o jogador já retornou – para analisar detalhadamente o caso e decidir o que será feito a respeito.
Ontem (10), durante a concentração em Salvador, Gum – cujo contrato com a Ponte vai até 2011 – procurou o supervisor de futebol Marco Antonio Ribeiro e o observador técnico João Costa, por volta das 23 horas, solicitando que fosse feito um contato com o presidente do clube alvinegro, Sérgio Carnielli. O jogador disse que não tinha condições de atual na terça-feira e que queria que o presidente resolvesse sua suposta ida ao Fluminense.
Comunicado ainda na noite de ontem, o gerente de futebol Cláudio Henrique Kiko Albuquerque conversou com o jogador . Costa, Ribeiro e Albuquerque tentaram argumentar com Gum para a reverter sua decisão de não jogar por mais de duas horas e meia, em vão. “Ele foi irredutível e disse que queria uma posição até às 10 horas de hoje, dia do jogo. Ao final, chegamos a uma decisão conjunta entre diretoria e comissão técnica e achamos melhor desligá-lo da delegação. Ele já voltou para Campinas e seu caso será analisado e decidido na próxima segunda-feira (17), com todo corpo diretivo de futebol e a presença do presidente Sérgio Carnielli”, diz, ressaltando que a atitude tomada pelo atleta é repudiada pelo Departamento de Futebol e pela Diretoria pontepretana.
Em relação à suposta ida de Gum ao Fluminense, Albuquerque ressalta que a Ponte Preta recebeu ontem (10) uma proposta oficial do time carioca, na qual o valor oferecido foi aceito, mas não a forma de pagamento. “A Ponte tem 55% dos direitos federativos do atleta e só aceita pagamento à vista . O Fluminense quer dividir o pagamento em oito parcelas, o que fica muito aquém do que a Ponte quer”, diz.
Quanto aos 40% que pertencem ao Marília, aquele clube informou à Ponte que não houve nenhum acerto, até porque o Marília sequer teria sido procurado pelo Fluminense. Albuquerque acrescenta ainda que, mesmo que o negócio fosse concretizado, Gum nunca poderia se apresentar ao Fluminense de maneira imediata. “A todo momento o representante do atleta estava ciente e informado que caso concretizasse o negócio com a Ponte, precisaríamos de um prazo de dez dias para repor alguém na posição”, pontua .
Para o gerente de futebol, houve uma precipitação por parte do Fluminense e do agente de Gum, Jorge Moraes. “Gum ficou bastante desorientado quando pessoas do Fluminense e o Moraes anteciparam uma negociação que estava longe de ser concretizada e isso acabou gerando essa atitude lamentável de deixar a concentração e desistir de jogar hoje”.




