Por Rafael Libertini
A mata espessa, que funciona como abrigo, alimento e proteção à fauna e flora, desaparece a passos largos na Região Metropolitana de Campinas. Resta apenas dois e meio por cento de Mata Atlântica, uma percentagem baixa para uma cidade que já foi completamente coberta pela floresta que é responsável por garantir ar puro, água limpa, clima ameno e qualidade de vida. Em cinco anos, a região perdeu 28 por cento da vegetação original, restaram 8,9 mil hectares dos 12,5 mil que a região possuía. Hortolândia, Sumaré e Nova Odessa são as cidades da região que mais perderam vegetação nativa ao longo dos anos, juntas eliminaram toda sua remanesceste da floresta e conseguiram reduzir a zero a mata ciliar. Algo assustador e vergonhoso, que coloca essas cidades em uma situação constrangedora. Todavia, em Hortolândia restam apenas 50 dos 250 nascentes. Já os distritos de Sousas e Joaquim Egidio contam com 60% do pouco que restou de vegetação nativa, a mata da Fazenda Cachoeira é a mais bem preservada. Seu estado de preservação é superior ao da Mata Santa Genebra. Alem de estar em uma zona menos habitada, ela possui maior diversificação de fauna e flora. Com uma área de 230 hectares, a mata é um fragmento de Floresta semidecídua (plantas que perdem parcialmente suas folhas na estação seca) e está localizada em uma área de Proteção Ambiental (APA) de Sousas e Joaquim Egidio. A Mata de Santa Genebra possui uma área se 251,77 hectares. É a maior remanescente de Mata Atlântica em Campinas e a segunda maior floresta urbana do Brasil. A primeira é a floresta da Tijuca, no Rio, com altitude média de 670m e temperatura média anual de 20,6°C, também é definida como uma floresta semidecídua.
Campinas preserva apenas 2,55% de mata atlântica
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