Mariana Dorigatti
A EMEI Meu Pequeno Mundo, localizada na Vila Santana será fechada em 2010 e as 52 crianças da unidade serão transferidas para a EMEI Zuleika Novaes que fica no Jd. Atibaia a cerca de 3 km de distância. Pais e professores estão indignados, mas a prefeitura garante que os alunos irão receber transporte escolar gratuito todos os dias e as famílias não serão lesadas pela mudança.
A assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Campinas, explica que o fechamento da escola será realizado devido a uma melhor organização e otimização de vagas, já que não há procura para novas matrículas na Meu Pequeno Mundo, enquanto na Emei Zuleika Novaes há 60 vagas não preenchidas.
A maior preocupação das famílias é em relação ao deslocamento até a nova escola, pois a maioria é de origem humilde e não tem condições financeiras de pagar pelas passagens de ônibus diárias, porém foi garantido pela prefeitura que as crianças transferidas para a Emei Zuleika Novaes terão à disposição transporte escolar oferecido pela Secretaria Municipal de Educação. Os ônibus devem passar em pontos nos bairros Imperial Parque, Jd. Conceição e Vila Santana.
Marisa Bueno Coibra, mãe de uma ex-aluna da escola, duvida que a prefeitura vá disponibilizar os ônibus para as crianças e não concorda com a idéia de organizar as vagas “Se a prefeitura tem dinheiro para pagar o ônibus porque não deixa a escola aberta?”, indagou
Além disso, Marisa também acredita que com o fechamento da escola o local pode ficar abandonado e propício ao tráfico. “Vai fechar e virar ponto de drogas”,previu.
A Escola Municipal de Educação Infantil Meu Pequeno Mundo funciona a 17 anos atendendo crianças de 3 a 6 anos e possui apenas 5 funcionários, um zelador, uma cozinheira, um porteiro e duas professoras. São pessoas muito queridas pela comunidade local e que agora deverão ser realocadas em outras unidades.
O senhor Arci Borgonove, um dos primeiros moradores da Vila Santana, fez parte da diretoria que lutou para a instalação da escola no bairro, teve netos e bisnetos estudando na unidade e agora sente- se muito triste com a decisão da prefeitura. “É uma pena, a gente fez parte de tudo isso, a gente tem amizade com o pessoal da escola e agora uma notícia dessas”, lamentou.




