Mariana Dorigatti
A arborização exerce um papel muito importante para a qualidade de vida nos centros urbanos. Atua principalmente na qualidade do ar, na diminuição dos ruídos, na paisagem, na diminuição das temperaturas, além de ser um refúgio para os animais remanescentes nas cidades. Porém a falta de consciência dos moradores, e o descaso das autoridades ainda geram crimes ambientais como a poda e a extração irregular de árvores.
O subprefeito de Sousas Lucrécio Raimundo da Silva, conta que na região existem muitos casos de poda irregular, em que os próprios moradores contratam pessoas para realizar o serviço. Há cerca de três meses atrás duas motosseras foram apreendidas no distrito pela Guarda Municipal.
A educadora física Denise Lanzelotti, é uma amante da natureza e sempre fez o que pode para ajudar na preservação das plantas e dos animais. Denise inclusive organizou um abaixo assinado com duzentas assinaturas de moradores indignados com a poda da árvore matriz de Sousas, localizada em frente à igreja, mas até o momento o Departamento de Parques e Jardins não se manifestou.
Em espaços públicos somente a subprefeitura da região é autorizada a realizar a poda ou a remoção de árvores. O serviço é gratuito e nenhuma empresa particular tem a permissão para realizar ou cobrar por ele. Quem o fizer está desrespeitando a lei
O Departamento de Parques e Jardins em conjunto com a Guarda Municipal e a Polícia Ambiental faz a fiscalização nos bairros e os casos que são pegos em flagrante são autuados, mas para isso, os órgãos contam com as denúncias, que podem ser feitas por telefone ou escrita. Mas para o coordenador do DPJ, José Geraldo de Souza, é um tipo de crime muito difícil de ser fiscalizado. “Em sua maioria esse tipo de crime ocorre em finais de semana e contamos com os munícipes que fazem denúncias para que o responsável seja punido”, afirmou
Porém existem casos em que a poda é permitida, sendo inclusive necessária para a segurança, como quando compromete fiações elétricas e calçadas. Neste último caso um engenheiro agrônomo da Subprefeitura avaliará o caso, e somente em último caso a poda das raízes será autorizada, pois pode desestabilizar a árvore.
O presidente da Sociedade Amigos do Cambuí, José Renato Fernandes, acredita que, se há a necessidade de se fazer a poda ou extração de uma árvore, a pessoa pode ficar cinco anos esperando a posição do DPJ, mas o caso pode ser agilizado com influências políticas. “Se você conhece um vereador você consegue rápido”, alertou.




