Mariana Dorigatti
O terreno localizado em frente à subprefeitura de Sousas está em Área de Preservação Permanente (APP) pela proximidade com o Rio Atibaia. O lixo que permanece no local precisa ser retirado para o reflorestamento de árvores nativas da região.
Segundo a presidente da CONGEAPA (Conselho Gestor da APA) Giselda Person, o assunto já foi discutido em reuniões do conselho, e foi feito um ofício cobrando uma postura do subprefeito de Sousas, Lucrécio Raimundo da Silva, solicitando a retirada do entulho. “A subprefeitura tem que dar o exemplo”, afirmou Giselda.
O aglomerado de galhos de árvores e entulhos resulta em reclamações constantes dos moradores do distrito, mas a situação continua a mesma há muitos anos e a prefeitura alega que é necessário avaliar a disponibilidade de máquinas para realizar o serviço.
O material recolhido pela subprefeitura é geralmente jogado nas ruas pelos próprios moradores, e consiste basicamente de galhos de árvores e restos de construção, que inclusive, são reutilizados para a recuperação de estradas. O problema é que o lixo armazenado é levado para o Delta somente de vinte em vinte dias, causando incomodo nos moradores e pessoas que frequentam os restaurantes próximos. “Ali pode ter muitos insetos e até ratos, incomoda mesmo”, contou Denise Lancelotti, moradora do distrito.
Carlos Hohne, proprietário de um restaurante próximo ao lixão já tentou inúmeras vezes pedir ajuda à prefeitura, à polícia ambiental e até mesmo no disque denúncia, mas até agora não conseguiu nada além de algumas limpezas esporádicas no local, que, há muito tempo trás dores de cabeça ao proprietário.
O subprefeito Lucrécio Raimundo da Silva reconhece que o lixo causa incômodo, e acredita que expondo o assunto na mídia, esta beneficiando a todos, já que somente assim, a prefeitura de Campinas disponibiliza equipamentos para o transporte do lixo.
A assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Campinas afirmou que estuda a idéia de levar o lixo direto para o Delta, sem armazenar em frente à subprefeitura, mas para isso é preciso avaliar a disponibilidade de máquinas e tratores.
Por enquanto o Governo Municipal prefere investir por meio da Secretaria de Serviços Públicos, na coleta seletiva de lixo em Campinas, que atualmente é realizada em 75% do território municipal, contabilizando diariamente cerca de 16 toneladas de material reciclável.




