Ex-presidente permanece internado em Brasília e agenda terceira intervenção
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou nova crise de soluços e alteração na pressão arterial na noite de sábado, após o procedimento realizado para bloquear o nervo frênico direito. Segundo boletim médico, ele está estável e sem soluços no momento. A equipe hospitalar programou para esta segunda uma nova intervenção, agora no nervo frênico esquerdo, parte do sistema que controla o diafragma, com objetivo de encerrar os episódios que se repetem desde o período pós-cirúrgico.
Internado desde o dia 24, Bolsonaro já passou por uma cirurgia para correção de hérnia inguinal e segue em tratamento com fisioterapia respiratória, medidas preventivas contra trombose venosa e acompanhamento clínico diário para avaliar a eficácia do bloqueio nervoso. O calendário inclui monitoramento constante da função respiratória e possíveis ajustes conforme a resposta do organismo.

A internação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes após pedido da defesa, uma vez que o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses pela condenação relacionada à acusação de trama golpista. A custódia permanece sob responsabilidade da Polícia Federal, com escolta e deslocamentos controlados.
Judicial
Levantamentos públicos consultados apontam que bloqueios do nervo frênico, embora menos comuns que cirurgias convencionais de hérnia, são empregados em casos de soluços persistentes e refratários a tratamento medicamentoso, geralmente em pacientes com histórico prolongado do sintoma. Dados divulgados por entidades médicas indicam variação de eficácia conforme a localização do bloqueio e o tempo de acompanhamento clínico, com relatos de recidiva em parte dos casos. No âmbito judicial, o monitoramento de condenados em tratamento médico segue parâmetros previstos na Lei de Execução Penal, que permite internações hospitalares desde que haja autorização judicial formal e controle da escolta.




