Na sessão da Câmara do dia 14 de março, os vereadores de Campinas decidiram os participantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar os procedimentos adotados pela SETEC. A presidência será de Petterson Prado (PPS) e será integrada pelos vereadores Arly de Lara Romêo (PSB), Artur Orsi (PSDB), Jaírson Canário (PT), Leonice da Paz (PDT), Sérgio Benassi (PC do B) e Tadeu Marcos (PTB).
Segundo denúncias feitas por um jornal, cursos particulares e irregulares de tanatopraxia utilizavam os corpos que passavam pelo necrotério do Cemitério Nossa Senhora da Conceição. Funcionários de funerárias aprendiam a dissecar, conservar e preparar cadáveres para os funerais, sem que as famílias tivessem autorizado ou sido informadas.
As turmas, de 16 alunos, eram compostas por funcionários de funerárias da região, que pagavam R$1,9 mil de matrícula. As famílias assinavam a liberação, sem saber que davam aval para a utilização dos corpos nos cursos.
No dia 09 de março, a Câmara aprovou o requerimento, do vereador Tadeu Marcos, que convoca a presidente da SETEC, Tereza Dóro para depoimento, que está previsto para o dia 21 deste mês.
Segundo o presidente da CPI, vereador Petterson Prado, os cursos também usavam materiais da SETEC, tais como luvas, máscaras e tocas. Além disso, o espaço utilizado era da entidade, o que aumentava os gastos com luz e água: “A SETEC gastava muito e não ganhava nada com isso”.
A CPI, segundo Petterson, pretende ouvir as famílias que foram lesadas, averiguar provas testemunhais e documentais, além de rever as contas da entidade: “Vamos apurar de uma forma rápida, mas dando direito à defesa. Os responsáveis devem ser punidos e a Câmara tem que dar condições legais para que isso não se repita”.




