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sexta-feira, janeiro 16, 2026
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Casa Branca admite opção militar para anexar Groenlândia

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Declarações de Washington elevam tensão com Dinamarca e mobilizam apoio europeu ao território ártico


A Casa Branca afirmou nesta terça-feira (6) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera diferentes caminhos para anexar a Groenlândia e que o uso das Forças Armadas “é sempre uma opção”. A declaração ocorre em meio a pedidos formais da Groenlândia e da Dinamarca por diálogo com Washington para esclarecer o que classificam como mal-entendidos diplomáticos.

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A advertência pública de Washington reforça uma mudança de tom na política externa americana e recoloca a Groenlândia no centro da estratégia de segurança dos Estados Unidos. Segundo a secretária de imprensa Karoline Leavitt, Trump deixou claro que a aquisição do território é tratada como prioridade de segurança nacional, associada à necessidade de dissuadir adversários no Ártico. A região é vista como estratégica tanto pelo potencial de exploração de terras raras ainda pouco desenvolvidas quanto pelo avanço do degelo, que abre novas rotas marítimas comerciais e militares.

Os líderes europeus reforçaram que apenas a Dinamarca e a Groenlândia podem decidir sobre assuntos que dizem respeito ao território. Foto RS/Fotos Públicas. Foto Divulgação redes sociais


Nos bastidores, diplomatas europeus relacionam o endurecimento do discurso à recente intervenção americana na Venezuela, interpretada como sinal de que a atual administração está disposta a ampliar sua presença direta em áreas consideradas sensíveis. A Groenlândia, território semiautônomo sob soberania da Dinamarca, já abriga uma base militar dos Estados Unidos e tem papel relevante no sistema de defesa do Atlântico Norte.


Do lado groenlandês, o primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen reiterou que o território não está à venda e que qualquer decisão sobre seu futuro cabe exclusivamente à população local. Ele agradeceu publicamente o apoio de líderes europeus que se manifestaram em defesa da soberania e da integridade territorial da Groenlândia, destacando que o momento é de questionamento de princípios básicos do direito internacional.


Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Dinamarca divulgaram posição conjunta ressaltando que a segurança no Ártico deve ser tratada de forma coletiva no âmbito da Otan, respeitando a soberania e as fronteiras reconhecidas. Os líderes europeus reforçaram que apenas a Dinamarca e a Groenlândia podem decidir sobre assuntos que dizem respeito ao território.


Trump, por sua vez, indicou que uma definição sobre a Groenlândia poderia ocorrer em cerca de dois meses, após a redução das tensões na Venezuela. A sinalização foi interpretada por analistas como tentativa de manter pressão política enquanto avalia custos diplomáticos e militares de uma eventual escalada no Ártico.

Dados estratégicos levantados por governos europeus indicam que a Groenlândia concentra reservas significativas de minerais críticos, essenciais para a indústria de tecnologia e defesa, além de ocupar posição-chave entre a América do Norte e a Europa. Com cerca de 57 mil habitantes, o território é considerado peça central na disputa geopolítica pelo controle do Ártico, onde interesses militares, energéticos e comerciais se cruzam em ritmo acelerado.

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