Uma comissão de representação foi instalada na Câmara Municipal de Campinas na sessão desta segunda-feira (04/06) para acompanhar os desdobramentos da crise pela qual passa a gestão do hospital Serviço de Saúde Cândido Ferreira. A Prefeitura pretende pedir ao Ministério Público a ampliação do prazo do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que disciplina a forma como será feita a transição dos trabalhadores terceirizados por concursados.
O pedido já havia sido feito anteriormente pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS) e pelo Sindicato da Saúde de Campinas e Região (Sinsaúde). De acordo com o Sinsaúde – sindicato que representa a categoria – dos 1.308 funcionários que fazem parte do convênio, 212 já foram demitidos e cerca de 200 demissões já foram homologadas. Dos 1.906 funcionários que continuam em atividade, já foram expedidos o aviso prévio para cerca de 500 deles. Segundo o prefeito Pedro Serafim, todas as demissões feitas até agora foram pautadas no acordo feito com a promotoria.
“Nós precisamos acompanhar de perto essa situação. Vamos trabalhar para que a decisão de demitir ou não essas pessoas só seja tomada de forma depois da realização do concurso público, sob pena de tornar o setor de saúde um caos na cidade”, argumentou o vereador Zé Carlos Silva (PMDB), que propôs a comissão e será o presidente. A comissão de representação será composta ainda pelos vereadores Jaírson Canário (PT), Gilberto Cardoso, o Vermelho (PSDB), Antônio Francisco Politizador (PMN) e Sebá Torres (PSB).




