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sexta-feira, março 6, 2026
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Copa e Olimpíadas poderão acelerar os investimentos em saneamento no país

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Instituto Trata Brasil anuncia a realização de seminário para discutir formas de agilizar a execução de projetos no setor de saneamento ambiental até a Copa do Mundo

A escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 e do Rio de Janeiro para abrigar os Jogos Olímpicos em 2016 deverá agilizar a liberação dos recursos para investimentos no setor de saneamento, que ainda hoje ostenta um déficit da ordem de 50% na área de esgotamento sanitário. E pode representar uma chance de ouro para a universalização dos serviços, pelo menos nos 12 estados que vão sediar a Copa, inclusive no Rio de Janeiro, sede das Olimpíadas.

Apostando nessa perspectiva e na necessidade de buscar caminhos para agilizar a elaboração de projetos e a liberação de recursos, o Instituto Trata Brasil realiza nos próximos dias 18, 19 e 20 de maio, em parceria com a Planeja & Informa Comunicação e Marketing, o Seminário “2014 Saneamento na Rede – A chance de um gol de placa na universalização dos serviços de água e esgoto”.

O evento tem por objeto colocar em debate os desafios, necessidades e soluções, através da discussão dos projetos e potencialidades de cada cidade e estado eleitos pela FIFA para sediar a Copa e as Olimpíadas, com a análise conjuntural da estrutura e gestão do saneamento no Brasil, perspectivas de recursos e formas de otimizar e agilizar os investimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-Saneamento) em cada cidade.

O PAC tem, desde o início, R$ 40 bilhões para Saneamento, envolvendo o Orçamento Geral da União, financiamento, operações de mercado e contrapartidas. De acordo com informações do Ministério das Cidades, R$ 31,8 bilhões já foram selecionados e R$ 25,9 bilhões contratados. Pesquisa realizada recentemente pelo Instituto Trata Brasil mostrou, no entanto, que apenas 20% dos recursos do PAC Saneamento foram utilizados. A Região Sul tem o menor percentual de investimentos (8,4%), enquanto Nordeste e Centro-Oeste ficaram pouco acima da média nacional (22,8% e 20,9%, respectivamente). O relatório intitulado “De olho no PAC” analisou 101 contratos de redes coletoras e estações de tratamento de esgotos em municípios com mais de 500 mil habitantes, no total de R$ 2,8 bilhões. Dessas, 44% ainda não atingiram 20% da sua execução física, e 23% nem saíram do papel.

A proposta do seminário 2014 Saneamento na Rede – A chance de um gol de placa na universalização dos serviços de água e esgoto é reunir governos federal, estaduais e municipais, secretarias de saneamento, desenvolvimento, turismo, meio ambiente, companhias de saneamento (operadoras estaduais, municipais e privadas), empresas de consultoria e projetos, fabricantes de materiais e equipamentos, prestadores de serviços, empresas de engenharia e construção, entidades de classe e profissionais de saneamento e engenharia, para que sejam expostos modelos de gestão, soluções, equipamentos e experiências bem sucedidas que possam ser multiplicadas e aceleradas.

De acordo com os dados do Instituto Trata Brasil, atualmente 50,9% da população têm acesso à rede de esgoto, indicando que ainda há muito para ser feito em saneamento, já que 49,1% da população ainda não possuem acesso ao serviço.

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