Plano de reestruturação prevê fechamento de mil agências e venda de imóveis
A direção dos Correios colocou em prática um plano de reestruturação que inclui corte de R$ 2 bilhões em despesas com pessoal, venda de imóveis e o fechamento de cerca de mil agências em todo o país. O pacote acompanha a contratação de um empréstimo de R$ 12 bilhões para quitar dívidas e reforçar o caixa da estatal, que enfrenta dificuldades financeiras e operação pressionada por falta de recursos.

O contrato do financiamento foi publicado no sábado (27) no Diário Oficial da União. O crédito será fornecido por um consórcio formado por Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, com prazo de vigência até 2040. A operação tem garantia da União, autorizada pelo Tesouro Nacional, o que reduz o risco para os bancos ao prever que o governo assumirá parcelas caso a estatal não consiga honrar o pagamento.
O empréstimo foi selecionado após cinco propostas apresentadas ao governo e integra a estratégia considerada urgente pela administração da empresa para recuperar capacidade de investimento e cumprir compromissos operacionais. Entre as medidas internas, além do corte de pessoal, o plano indica uma revisão do portfólio de serviços e desativação de unidades com baixa rentabilidade ou sobreposição logística.
A direção da estatal afirma que o objetivo é manter o serviço postal universal e preservar entregas essenciais, mas admite necessidade de ajuste estrutural para evitar ampliação da dívida. A previsão é que o cronograma de fechamento de agências seja gradativo, com priorização de localidades atendidas por mais de uma unidade ou pontos considerados deficitários.
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Nos bastidores, a garantia da União reacendeu o debate sobre o custo fiscal da operação. Técnicos do setor público apontam que a medida pressiona o risco da dívida soberana caso os Correios não consigam reequilibrar a estrutura financeira. A movimentação também chamou atenção no mercado por envolver simultaneamente cinco grandes bancos, todos com histórico de participação em operações estruturadas com estatais. O aperto no orçamento da empresa coincide com aumento da concorrência de transportadoras privadas e plataformas de e-commerce, que avançam sobre o mercado de entregas de pequeno e médio porte.
A assinatura do contrato foi publicada no sábado (27), no Diário Oficial da União (DOU), e envolve um consórcio com os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União, o que significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito.
O empréstimo bilionário foi autorizado pelo Tesouro Nacional na semana passada e faz parte do plano de reestruturação dos Correios, após cinco bancos apresentarem proposta de financiamento.
Com o aval do Tesouro, o governo federal deve honrar as parcelas do pagamento caso os Correios fiquem inadimplentes, ou seja, se a estatal não pagar. Trata-se de uma garantia adicional para os bancos que concederam o crédito.




