O estudo realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), que pertence à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento diz que as exportações da agroindústria paulista cresceram 23,8% no primeiro semestre deste ano, totalizando US$ 8,69 bilhões, segundo o Balanço Comercial dos Agronegócios Paulista.
As cinco principais cadeias de produtos exportados do agronegócio paulista no período são cana e sacarídeas (US$ 3,47 bilhões); bovídeos-bovinos (US$ 1,34 bilhão); produtos florestais (US$ 997,81 milhões); frutas (US$ 803,69 milhões); e cereais/leguminosas/oleaginosas (US$ 489,59 milhões).
O segundo grupo de mercadorias que mais se destacou na balança comercial dos agronegócios paulista foi a carne bovina, com participação de 15,38% nas exportações setoriais. As exportações da pecuária paulista começam a recuperar o desempenho anterior a 2005, ano em que a aftosa deflagrou o embargo das exportações. Este ano, a carne bovina exportada somou US$ 951 milhões, divididos entre o produto in natura (US$ 730 milhões) e a remessa de carne processada para os Estados Unidos e Reino Unido (US$ 221 milhões).
Calçados e couro também são calculados na balança do agronegócio, explica o economista do IEA, e representaram US$ 342 milhões dentro da cadeia de produtos da pecuária. “É preciso entender que a participação do setor vai além da porteira”, reforça Gonçalves. O rebanho paulista é de 13 milhões de cabeças, entretanto, a pecuária extensiva acabou. Foi substituída pelo modelo de confinamento para recria e engorda nas pastagens do Estado.
O suco de laranja foi um dos principais itens exportados este ano na categoria frutas. A mercadoria na cadeia frutícula movimentou US$ 803,69 milhões. O potencial do segmento de frutas, sobretudo a citricultura, chama a atenção da FMC Agricultural Products, multinacional com sede em Campinas e fábrica em Minas Gerais.
A indústria fatura US$ 500 milhões, e está investindo em novos produtos para citrus, que hoje respondem por 0,5%, mas devem chegar a 1,5% — US$ 15 milhões até 2014. Na semana passada, a FMC lançou em Limeira, cidade a 61 quilômetros de Campinas, o defensivo Marshal Star, produto que integra a estratégia de expansão da empresa no mercado citricultor.
Campinas
As exportações de frutas atingiram a quarta posição em valor exportado este ano, segundo o Balanço Comercial dos Agronegócios Paulista. Em Campinas, produtores da Farmer’s Fruit, empresa exportadora de frutas, esperam fechar o ano com aumento de 20% no volume exportado. Até agora, as exportações aumentaram 10% em relação ao mesmo período do ano passado, compara Priscila Lencastre, que há quatro anos negocia figo, caqui, manga e abacate no mercado externo.
Hélio Gloeden de Oliveira, sócio de Priscila, conta que o volume exportado para a Europa em 2010 foi de 20 mil caixas, um aumento de 5 mil em relação a 2009. Além da Certificação Global Gap, exigida pelo mercado europeu, os produtores e seu parceiros investem em qualidade e rastreabilidade.
“Estamos focados no mercado externo, apesar do nosso fator cambial estar muito desfavorável, comparado a anos anteriores”, diz Priscila. A produção conta com 12 mil metros quadrados, o que corresponde à área dos dois sítios da empresa: um localizado em Louveira e outro em Campinas, próximo do Aeroporto Internacional de Viracopos, além de parceiros.




