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Joaquim Egídio enfrenta crescimento desordenado

Lixo é um dos problemas enfrentados pelo turismo que coloca o distrito na berlinda

Nos últimos 10 anos, o distrito de Joaquim Egídio vem ganhando uma forte tendência ao turismo gastronômico e esportivo. Se por um lado, os turistas aquecem a economia local, por outro, os moradores do distrito perdem em qualidade de vida.

Como consequência deste crescimento desordenado, os nativos sofrem com os problemas ocasionados por turistas, além de acarretar uma série de mudanças nas características naturais da mata e no habitat natural de várias espécies de aves, mamíferos, anfíbios e répteis.

Dados levantados pela extinta Secretaria Municipal de Turismo revela que aproximadamente 20 mil pessoas visitam os dois distritos aos finais de semana.

Segundo o ex subprefeito Pascoal Bortoletto, que administrou Joaquim Egídio durante cinco anos, os problemas enfrentados pelos nativos apontam para questões prioritárias como segurança, trânsito e meio ambiente, que só poderão ser resolvidas pela intervenção do Poder Público. “Para se resolver questões como esta, é necessária à ação do Poder Público, como EMDEC, SETEC, Guarda Municipal e PM, principalmente nos finais de semana”, afirma Paschoal.

Na última edição, o Jornal Local publicou matéria sobre as reinvindicações feita pelos moradores sobre a questão da utilização das calçadas pelos bares e restaurantes da região.

De acordo com a SETEC, o comércio ali não está regularizado. Medidas de educação do trânsito foram tomadas há algum tempo com a colocação de cavaletes nas guias, porém funcionou durante um período. Tentativas foram feitas para solucionar o problema e um acerto foi feito com os comerciantes para que não avançassem as calçadas respeitando os pedestres, porém fracassou.

Além do problema das calçadas, os moradores também reclamam da falta de segurança. Atualmente com o aumento do efetivo da GM a ronda tem sido mais constante nas estradas rurais.

Mas, os problemas não param por aí. Joaquim Egídio tem uma característica rural e hoje a maior problemática da região são as 150 crianças que utilizam diariamente os ônibus escolares. Quando chove os estudantes ficam impossibilitados de frequentarem as aulas devido ao péssimo estado das estradas de terra. Os ônibus escolares são contratados pela Secretaria de Educação, porém além da falta de manutenção dos veículos, os motoristas não conseguem, em determinados locais da estrada, manobrar devido ao estreitamento das ruas. Outras vezes, os ônibus ficam atolados, dificultando o tráfego pelo local. Mas, isso se deve ao tamanho dos ônibus utilizados sendo o uso mais correto a utilização de micro-ônibus.

A manutenção nas estradas de terra é feita através de uma aplicação de cascalhos e a saída de água (sangria) diminui a pressão, evitando a erosão, porém segundo alguns ambientalistas estas ações podem assorear o Rio Atibaia.

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