Leishmaniose Visceral
Os distritos de Sousas e Joaquim Egídio vêem registrando casos de Leshimaniose Viceral desde 2009. Os Centros de Saúde dos distritos voltaram com a campanha de prevenção da doença.
A Leishmaniose Visceral é uma doença de evolução crônica e sistêmica, caracterizada em cachorros por febre, perda de peso rápida, anemia, tosse, crescimento das unhas, afeta articulação, aumento do baço e fígado, e músculo da face atrofia. Tratando o animal é possível, a mortalidade acontece em apenas 10% dos casos. Em 2009 foram registrados sete óbitos em doenças tratadas em seres humanos em 105 casos. Os sintomas no homem são: febre intermitente, aumento do baço e fígado, aronexia, depressão.
A doença pode ser transmitida aos seres humanos através da picada de um mosquito, conhecido como mosquito-palha, que também pode transmitir a doença ao cão doméstico. Esse fato dificulta o controle da doença no meio urbano, visto que, o cão pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente, tornando-se um reservatório da doença.
Hoje, a doença é considerada um problema de saúde pública mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. No Brasil, apresenta comportamento epidemiológico cíclico, com elevação de casos em períodos médios a cada cinco anos, podendo ser observadas diferenças nesse comportamento entre estados e municípios. No último ano, 4.125 novos casos humanos da doença foram registrados.
Para controlar o avanço da doença, o Ministério da Saúde determina que todos os cães infectados após investigações e com resultados de exames positivos deverão sofrer eutanásia, pois é um risco pra saúde pública. Outro vértice dos programas da Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral tem sido controlar a proliferação da doença por meio da aplicação do inseticida de ação residual.
A forma de infecção é feita através do vetor remoto, animal silvestre (gambá, cachorro do mato, raposa) e áreas endêmicas (fonte de infecção).
Suspeitas de Leishmaniose devem procurar o Centro de Saúde de Joaquim Egídio
Fone: 3298-6484 / 3298-6627 e Centro de Saúde de Sousas Fone: 3258-1184 / 3258-8465
Sobre a doença
A LV é uma zoonose que pode afetar o homem, transformando-se em antropozoonose. É transmitida pelo mosquito Lutzomyia longipalpis também conhecido como ‘mosquito palha’ ou ‘birigui’. O mosquito pica o animal infectado e, ao picar o homem, transmite a doença. Acomete vísceras, como o fígado e o baço, podendo ocasionar aumento de volume abdominal. Pode levar o homem à morte, se não tratada. No Brasil, são registrados mais de 200 óbitos em humanos por ano. Aproximadamente 58% dos casos são em crianças e os homens são mais afetados, com 61% das ocorrências. A letalidade é de 6,3%.
Esta doença é considerada um grave problema de saúde pública. Segundo Paulo Sabroza, epidemiologista da Fiocruz, no Brasil, o quadro da LV só não é mais sério, em termos de risco potencial de epidemias em centros urbanos, que o da dengue. É de notificação compulsória, o que significa que as ocorrências têm que ser informadas às autoridades sanitárias rapidamente.
A leishmaniose visceral tem tratamento em humanos. No entanto, no cão, o tratamento não está indicado porque representa risco para a saúde pública. A proibição do tratamento canino está indicada na Portaria IM nº 1.426 (2008) que regulamenta o Decreto nº 51.838 (1963), dos Ministérios da Saúde e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.




