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sexta-feira, janeiro 16, 2026
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Dono do Banco Master deixa presídio após decisão do TRF-1 e passa a usar tornozeleira eletrônica

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Tribunal libera Daniel Vorcaro e outros quatro executivos investigados na Operação Compliance Zero; medidas restritivas incluem monitoramento eletrônico e proibição de contatos enquanto PF avança em apuração financeira

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos por volta das 11h40 deste sábado (29), após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que também determinou a soltura de outros quatro executivos da instituição. Todos passam a cumprir medidas cautelares enquanto continuam as investigações da Operação Compliance Zero, que apura possível esquema financeiro envolvendo o banco.

A transferência para o presídio ocorreu na última segunda-feira (4), e sua permanência ali durou poucos dias devido à decisão do TRF-1. Foto Divulgação

A saída de Vorcaro foi confirmada por sua defesa e pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). O banqueiro aparece nas imagens usando boné e camiseta branca, deixando o presídio acompanhado de seus advogados. Ele já deixou a unidade utilizando tornozeleira eletrônica, conforme determinação judicial.

Antes de ser encaminhado ao CDP 2, Vorcaro esteve sob custódia na superintendência da Polícia Federal em São Paulo, onde permaneceu durante a fase inicial das apurações. A transferência para o presídio ocorreu na última segunda-feira (4), e sua permanência ali durou poucos dias devido à decisão do TRF-1.

O tribunal entendeu que, apesar da gravidade dos fatos investigados, as medidas restritivas — entre elas o uso de tornozeleira, proibição de contato com outros investigados e obrigação de informar deslocamentos — são suficientes para garantir o andamento das investigações sem risco à instrução processual.

A Operação Compliance Zero, deflagrada na semana passada pela Polícia Federal, aponta indícios de movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo executivos do banco. A PF ainda não divulgou detalhes completos sobre o volume de recursos identificados, possíveis ramificações do esquema ou os nomes de empresas e intermediários investigados.

As próximas etapas devem incluir a análise de documentos apreendidos, quebra de sigilos autorizados pela Justiça e depoimentos de funcionários e diretores ligados ao Banco Master. Segundo investigadores, a apuração mira o suposto uso de estruturas internas do banco para encobrir operações suspeitas, além de possíveis benefícios indevidos concedidos a clientes específicos.

Expectativa nos bastidores do mercado financeiro
A soltura dos executivos ocorre em um momento de atenção do setor bancário, que acompanha com reserva os desdobramentos da operação. Conselheiros e analistas do mercado afirmam, nos bastidores, que a continuidade das investigações deve apontar se o caso envolve falhas de governança, irregularidades institucionais ou ações isoladas dentro da instituição.

Há também pressão para que a Polícia Federal e o Banco Central detalhem qual foi o gatilho das apurações iniciais — se denúncias internas, movimentações identificadas pelo Coaf ou relatórios de auditoria externa.

Próximos passos nas investigações
A PF espera concluir a análise dos materiais apreendidos ainda nas próximas semanas. Entre os pontos considerados sensíveis pela investigação estão:
— eventuais triangulações financeiras envolvendo empresas ligadas a executivos;
— uso de contas de passagem;
— operações classificadas como “compliance blockers”, que teriam driblado controles internos;
— indícios de atuação coordenada de funcionários do alto escalão.

A Justiça poderá decretar novas prisões caso surjam elementos que indiquem tentativa de obstrução.

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