“Máscaras que Curam” une dança, teatro e pesquisa cultural para explorar simbologia, memória e resistência em apresentação única e gratuita

O espetáculo Máscaras que Curam será apresentado nesta quarta-feira (25), às 20h, no Paviarte Unicamp, em Campinas. A montagem do Espaço Arte Africana propõe uma imersão na ancestralidade e na potência simbólica das culturas africanas por meio da dança negra contemporânea e da teatralidade.
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Criado por Carlos Kiss, o espetáculo articula elementos da ancestralidade BaNtu com expressões cênicas contemporâneas, explorando o papel das máscaras africanas como símbolos de energia vital, proteção e cura.
A obra transforma esses elementos em movimento e presença de palco, conectando tradição e contemporaneidade em uma experiência sensorial que dialoga com temas como memória, identidade e resistência.
Pesquisa e acervo
“Máscaras que Curam” é resultado de uma pesquisa artística desenvolvida no Espaço Arte Africana, que reúne um acervo de máscaras originais do continente africano. Esse material orienta a construção estética do espetáculo, servindo como base para a dramaturgia corporal das intérpretes.
A proposta desloca a máscara de objeto simbólico para entidade viva, incorporada ao corpo e à cena, reforçando sua dimensão cultural e espiritual.
Cultura, identidade e território
A montagem se insere em um contexto de valorização das matrizes africanas na produção artística brasileira, ampliando o debate sobre representatividade e preservação de patrimônios imateriais.
Nos bastidores, projetos como o Máscaras que Curam também dialogam com políticas públicas culturais e disputas por financiamento, especialmente em iniciativas de base comunitária e periférica.
Especialistas apontam que a circulação dessas produções em espaços institucionais, como a Unicamp, contribui para tensionar fronteiras entre arte acadêmica e saberes tradicionais, ampliando o alcance e a legitimidade dessas expressões.
Serviço
Espetáculo: Máscaras que Curam
Data: 25 de março de 2026
Horário: 20h
Local: Paviarte Unicamp – Sala AC 3 (Rua Pitágoras, 500, Campinas)
Classificação: livre
Entrada: gratuita




