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EUA querem visita de Alckmin, mas mantêm ofensiva para pressionar Brasil e defender Bolsonaro

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Governo Trump sinaliza abertura parcial no tarifaço, mas condiciona avanço a agenda com vice-presidente e insiste em anistia a Bolsonaro

Por Sandra Venancio – Jornal Local – Foto Antonio Cruz/Agencia Brasil


Mesmo com a crise diplomática instaurada pela tarifa de 50% imposta sobre produtos brasileiros, os Estados Unidos solicitaram uma visita oficial do vice-presidente Geraldo Alckmin como gesto de boa vontade. Nos bastidores, porém, representantes do governo americano mantêm a pressão sobre o Brasil e seguem articulando, inclusive, em favor da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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O pedido de visita foi revelado pela jornalista Raquel Landim, do portal UOL, e teria partido diretamente de interlocutores da Casa Branca. O objetivo seria abrir um canal político que alivie as tensões comerciais causadas pelo chamado tarifaço de Trump, agora endossado por alas do Congresso americano.

O gesto diplomático, no entanto, vem acompanhado de exigências. Emissários dos EUA sugeriram a retirada de itens da lista tarifária, como carnes, café, manga e pescados — todos produtos em que os norte-americanos enfrentam escassez ou não possuem produção em larga escala. A suposta flexibilização, porém, só ocorreria após uma viagem oficial de Alckmin ou de seu secretário-executivo, Márcio Elias Rosa.

O que preocupa o governo brasileiro é que, além do gesto simbólico, os EUA mantêm ativa uma linha de pressão política que inclui o apoio velado à narrativa da anistia a Bolsonaro. Segundo fontes da diplomacia ouvidas pela reportagem, há “movimentações claras” de congressistas e lobistas americanos em favor da reabilitação política do ex-presidente brasileiro.

Nos bastidores, a avaliação é de que os EUA “querem mais, oferecendo menos”. Ao mesmo tempo em que propõem aliviar o tarifaço de forma limitada, exigem concessões políticas sensíveis, o que deixa o governo Lula em uma posição delicada.

Fontes do Itamaraty consideram que a soberania brasileira está em risco. “Não é possível negociar soberania”, teria dito um diplomata, sob anonimato, à colunista Raquel Landim.

Pressão e Soberania

Pesquisa da FGV Comunicação mostra que 61% das menções nas redes sociais brasileiras a respeito do “tarifaço” são críticas ao governo norte-americano, com destaque para a insatisfação em torno da relação assimétrica com o Brasil. Ainda segundo o levantamento, postagens envolvendo Bolsonaro e os EUA cresceram 34% após a decretação de sua prisão domiciliar, indicando possível influência estrangeira nos debates internos.

A situação também levanta questionamentos jurídicos sobre a independência da diplomacia brasileira. Especialistas ouvidos pelo Jornal Local alertam que pressões externas por decisões políticas internas — como anistia a investigados — podem configurar ingerência e violação dos princípios da autodeterminação dos povos.

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