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Ex-vereador preso na Lava Jato foi o mais votado em 2000 em Americana

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O ex-vereador Alexandre Romano, ao centro, em sessão (Foto: Câmara de Americana/Arquivo)
O ex-vereador Alexandre Romano, ao centro, em
sessão (Foto: Câmara de Americana/Arquivo)

O ex-vereador do Partido dos Trabalhadores (PT) de Americana (SP) Alexandre Oliveira Corrêa Romano, preso na 18ª fase da Operação Lava Jato nesta quinta-feira (13), foi o mais votado da cidade na eleição de 2000. De acordo com a Câmara Municipal, aos 24 anos na época, ele recebeu 2.031 votos na única vez em que ocupou o cargo na cidade.

De acordo com a assessoria do PT, Romano não é mais filiado ao partido. Ele fez parte da legenda de 16 de abril de 2000 a 28 de agosto de 2013, quando pediu desligamento. A assessoria não soube informar o motivo do pedido dele.

O mandato de Romano foi de quatro anos, de 2001 a 2004. Ele, que nasceu em Campinas(SP) em 12 de dezembro de 1975 e é advogado, também atuou como membro da Comissão de Justiça e Redação, que analisa os projetos que entram na Casa, em 2001.

Em 2002, apresentou e conseguiu aprovação do Projeto de Lei 171/2002 que autoriza o Poder Executivo a instituir o programa de ajuda e combate à prostituição infantil.

Alexandre Romano também foi secretário municipal de Meio Ambiente, de 27 de maio de 2003 a 18 de fevereiro de 2004, no governo do prefeito Erich Hetlz.

Prisão
Romano foi preso no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, quando sairia para uma viagem, nesta quinta, e será levado para a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Com 39 anos, Romano é apontado pela Polícia Federal como um operador do esquema. A operação investiga o desvio de até R$ 52 milhões em contratos no Ministério do Planejamento, afirmaram o Ministério Público Federal e a Polícia Federal nesta quinta.

Envolvimento na Lava Jato
Empresas do Grupo Consist Software, que assinaram, sem licitação, contratos com a pasta, faziam repasses a operadores da Lava Jato. Parte desses recursos foram arrecadados pelo operador Alexandre Oliveira Correa Romano.

De acordo com MPF e PF, mais de 20% dos R$ 52 milhões desviados foram repassados, entre os anos de 2011 e 2014, à empresa de Jamp Engenheiros, de Milton Pascowitch (que assinou acordo de delação premiada e está em prisão domiciliar), e posteriormente destinados a João Vaccari Neto, que então ocupava o cargo de tesoureiro do PT, segundo as investigações.

O restante dos valores foi transferido a empresas indicadas por Alexandre Romano, como empresas de fachada, consultorias e escritórios de advocacia.

“O esquema de corrupção é grande, sistemático e deve ser combatido de forma veemente”, afirmou o procurador Roberson Pozzobon. Segundo ele, operadores mostraram “audácia” ao continuar desviando dinheiro mesmo com as investigações em andamento, o que justifica as prisões cautelares.

A 18ª fase é um desdobramento da fase anterior e foi batizada de “Pixuleco II”. Já havia suspeitas de desvios milionários efetuados por empresas do Grupo Consist Software. Cerca de 70 policiais federais cumprem desde a madrugada mandados desta etapa da Lava Jato. A ação ocorre em Brasília, Porto Alegre, São Paulo e Curitiba.

Bens declarados enquanto vereador
De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores de Americana, Romano, que assumiu o mandato com 25 anos, declarou bens no registro que fica arquivado na Casa. Na época, ele disse ser proprietário de terrenos na região de Campinas, mas não informou a “disponibilidade de caixa”.

O ex-vereador tinha gleba de 13,5 mil m² no Jardim Rosolem, em Hortolândia (SP), 30% da parte ideal de imóvel na Rua Cuba (esquina com Rua Chile), em Americana, que era área de 4.320 m² de terreno e 3 mil m² de construção. Em outro endereço na cidade, Rua 7 de Setembro, ele declarou ter 10% da parte ideal de terreno de 500 m². Romano também era proprietário do veículo modelo General Motors Omega ano 1993.

Fonte: G1

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