Os servidores municipais de Campinas mantêm a greve iniciada pela manhã de ontem, 27 de maio. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (STMC), a decisão pela manutenção do movimento grevista aconteceu em assembleia realizada durante a tarde.
A prefeitura de Campinas, em nota oficial, afirma que a ausência dos trabalhadores será considerada falta injustificada o que ocasionará desconto no salário. Além disso, ela também diz que os prejuízos causados à população, apresentarão como conseqüência a abertura de procedimento disciplinar, com responsabilização individual sobre os eventuais causadores desses prejuízos.
Na mesma nota, a prefeitura cancelou a reunião que seria realizada nesta terça-feira, dia 28 de maio, para a continuidade das conversas entre a Administração e os representantes dos servidores. A justificativa foi o rompimento unilateral das negociações pela entidade sindical.
Os trabalhadores exigem reajuste salarial e vale-alimentação, independente da jornada e extensivo aos aposentados e pensionistas, o vale nutricional. O governo mantém proposta apresentada na terceira mesa de negociação, a qual prevê reajuste salarial de 6,68%, um aumento de 10% no vale alimentação, auxílio-funeral no valor de R$ 3 mil, além do abono nutricional de R$ 75,00, a partir de janeiro de 2014, para pensionistas e aposentados com salário até dois pisos (o equivalente a aproximadamente R$ 2,1 mil).
A greve foi considerada ilegal na semana passada, depois que o governo municipal conseguiu uma liminar. O juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Wagner Roby Gidaro, acatou o pedido, que proíbe piquetes e estipula multas e responsabilidades criminais se a decisão for descumprida.





