
Candidato do PT ao governo paulista fala em valorizar magistério, policiais e investir em inteligência na política de segurança.
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), anunciou que pretende “recompor” o que chamou de confisco aos servidores aposentados do Estado, durante sabatina nesta quarta-feira (17). Ele se referiu ao aumento do desconto da contribuição de dos servidores inativos feito após a reforma da Previdência paulista, aprovada em 2020, durante o governo de João Doria (PSDB). Assim, a alíquota de contribuição obrigatória dos servidores ao regime de aposentadorias passou de 11% para 14%.
“Meu compromisso com os servidores é recompor o confisco”, afirmou Haddad. “Vou sentar com as categorias, como sempre fiz. Não é novidade na minha vida negociar com os sindicatos”, acrescentou o candidato em entrevista a repórteres e analistas dos jornais Valor, O Globo e da rádio CBN.
O candidato ainda estendeu a crítica ao governo de Doria e do atual governador e candidato à reeleição Rodrigo Garcia, a outros setores “confiscados”: “Ele (Doria) confiscou muita coisa. Confiscou o passe do idoso, confiscou o leite das crianças, quando era prefeito. Confiscou metade do passe livre do estudante. Aumentou impostos de todo mundo. Confiscou a Nota Paulista”.
Sobre a devolução de parte do ICMS por meio da Nota Paulista, Haddad citou que, em 2014, cerca de R$ 2 bilhões voltaram para os contribuintes. No ano passado, foram apenas R$ 300 milhões. E criticou Garcia por prometer ampliar esse montante. “O Serra fez, o Alckmin manteve (ex-governadores tucanos). E quem que acabou? O Doria e o Rodrigo. Acabaram com a Nota Paulista. O confisco foi feito por decreto.”




