
O homem de 43 anos é professor de matemática, com especialização em física, identificado como André Corrêa Lanzoni, casado e pai de dois filhos, se apresentava como terapeuta holístico e líder espiritual. Foto Divulgação Polícia Civil
O ‘João de Deus’ de Sousas, que atuava como líder espiritual foi preso na manhã do dia 10, na casa da sogra, no Jardim Santa Inês, e levado para a delegacia. As investigações começaram no final do ano passado pelo delegado do 12º Distrito Policial, José Roberto Rocha e sua equipe. O caso começou a ser apurado a partir da denúncia de uma das vítimas.
O homem de 43 anos é professor de matemática, com especialização em física, identificado como André Corrêa Lanzoni, casado e pai de dois filhos, se apresentava como terapeuta holístico e líder espiritual.
Segundo o delegado, o suspeito é acusado de abusar sexualmente de mais de 20 pacientes, tanto de homens quanto de mulheres. O suspeito atendia mulheres de Campinas, de outras cidades, da capital e até de fora do país
Segundo a polícia ele faturava alto com o negócio de consultas e cursos para curas de doenças como câncer, depressão, dificuldade para engravidar, entre outras. Atualmente, ele atendia em uma clínica próxima a Avenida Júlia Conceição Alves, em Sousas.
Durantes as sessões, segundo relatos das vítimas, ele cometia violações sexuais mediante graves ameaças psicológicas e espirituais, caso elas comentassem com outras pessoas o que teria acontecido.
“Ele é um João de Deus piorado, pior que o João de Deus. O João de Deus acho que era eventual, e ele [suspeito] fazia cativo e prendia a pessoa para ela fazer terapia e ele ganhar dinheiro. Eu não sei se o objetivo final era sexual ou era financeiro ou os dois juntos”, falou o delegado.
A Justiça já decretou a prisão preventiva do suspeito e após o depoimento ele será levado para um Centro de Detenção Provisória (CDP), em Sorocaba. O caso também já é alvo de denúncias do Ministério Público
O suspeito vai responder pelo crime de prática de ato libidinoso contra alguém sem a sua anuência.
Em depoimento à polícia, o suspeito confessou parcialmente as acusações. Ele não tem antecedentes criminais.
Como aconteciam as sessões de tratamento
As vítimas relataram que o suposto terapeuta, tocava as partes íntimas das mulheres e chegava a ejacular na boca, alegando que o “sêmen” liberaria os chakras das pacientes e permitiria a suposta “cura”. Algumas pacientes relataram casos de penetração, sem uso de preservativos.
“O ‘guru’ alegava as vítimas que a única chance da mulher se curar seria por meio de um tratamento de cunho sexual. E as vítimas acabavam por aceitar, mesmo a contragosto”, disse o delegado Dr. Rocha




