Foto: PMC
O prefeito de Campinas, Jonas Donizette, fez um pronunciamento na manhã desta sexta-feira, 21 de junho, sobre a manifestação ocorrida no município entre o final da tarde e a noite de quinta. Ele lamentou o fato de a passeata ter terminado com atos de vandalismo e violência, principalmente na área do Paço Municipal. “São dois sentimentos distintos: um de alegria, pela manifestação cívica e sadia, e o outro de tristeza, por toda essa destruição na cidade”, avaliou.
Segundo o prefeito, é preciso separar os manifestantes em dois grupos. “O maior, tem pessoas bem intencionadas que lutam por um país diferente. O outro, é o dessa minoria. Porém, minoria nem sempre quer dizer pouca gente. Ontem, eles vieram direto à Prefeitura e praticaram uma violência persistente. Em seguida, foram para a cidade e continuaram quebrando e saqueando estabelecimentos comerciais”. Jonas ainda afirmou que “as pessoas do grupo do bem não podem ser usadas pelas pessoas do mal que tiram proveito das bandeiras positivas e do civismo para praticarem os atos como o da última noite”.
Durante a manhã, o prefeito recebeu a visita de quatro estudantes adolescentes que vieram mostrar sua indignação com a violência. “Elas estavam na passeata de ontem e vieram se colocar à disposição para ajudar a gente na limpeza. Estavam com olhares de tristeza. É com este tipo de exemplo que se constrói uma civilização”, ressaltou.
De acordo com Jonas, a Guarda Municipal foi orientada a não colocar barreiras físicas ao redor do Palácio dos Jequitibás. “É a nossa maneira de dizer ao povo que ele é bem-vindo na Prefeitura. A GM fez a proteção, mas com orientação de não utilizar balas de borracha, somente escudos. Os guardas tiveram temperança e agiram com muita paciência e prudência, apenas respondendo quando foram atacados”.
O prefeito se posicionou favorável às manifestações e informou que irá se reunir com o secretário de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública, Luiz Augusto Baggio, e também com autoridades policiais da cidade para evitar outros acontecimentos deste tipo. “Vamos tentar nos reforçar ao máximo e, unidos a sociedade organizada, nos posicionarmos contra o vandalismo e condenarmos essas ações”.





