Enquanto o prefeito Jonas Donizette anuncia em publicidade nas emissoras de tevê o início do programa Remédio em Casa, nas farmácias das unidades de saúde de Sousas e de Joaquim Egídio faltam medicamentos. Uma lista fixada na farmácia do Centro de Saúde de Sousas mostra a inexistência de 13 tipos de remédios, um deles em falta desde o início do ano, segundo funcionários da unidade.
Constam na relação de indisponíveis: Ácido Acetilsalicílico; Amoxilina +Clavulunato; Azitromicina; Budesonida spray nasal; Cinarizina; Guicazida ação prolongada; Losartana; Metmazol; Nefedipino; Omeoprazol; Oxicodo de zinco (pomada) Prednisolona solução e Salbutamol xarope..
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o Oxicodo de Zinco (pomada), Nefedipino, Cinarizina, Metmazol e o Salbutamol xarope são medicamentos despadronizados e por isso não estão mais sendo distribuídos na rede. O Ácido Acetilsalicílico e Losartana, podem ser adquiridos nas farmácias populares. Já a Azitromicina, Budesonida e o Omeoprazol estão mesmo em falta. E a previsão para que estes itens voltem a ser disponibilizados pelas farmácias dos postos de saúde é de pelo menos 30 dias.
Informar que medicamentos em falta podem ser adquiridos em farmácias populares, segundo Marilena das Chagas Freitas, moradora do Imperial Parque, em pouco ajuda os usuários do Centro de Saúde. “Se a pessoa vai à farmácia do ‘postinho’ é porque não tem dinheiro para comprar o remédio. E o que é pior, para ir a uma Farmácia Popular o morador de Sousas tem de, no mínimo, tomar dois ônibus, isso é, gastar pelo menos R$ 6,00 para comprar o remédio”, pondera.
A situação verificada na unidade de saúde de Sousas é semelhante à do Centro de Saúde do Joaquim Egídio, onde também faltam medicamentos, embora os responsáveis pela unidade não tenham disponibilizado nenhuma listagem. Mas segundo uma funcionária da unidade, a farmácia de lá também registra falta de alguns remédios.
Sobre o anúncio do prefeito em relação ao Remédio em Casa, a explicação da secretaria de Saúde é de que está em andamento um ‘projeto piloto’ relacionado ao programa, que foi promessa de campanha de Donizette. Inicialmente, segundo a secretaria, o piloto foi implantado em uma unidade de cada um dos cinco distritos de saúde de Campinas.
Na região Leste, onde ficam Sousas e Joaquim, a implantação foi apenas em Joaquim Egídio e não há previsão de quando será disponibilizado em Sousas. O programa, por enquanto, vai atender apenas os moradores de Joaquim. E será voltado somente para pacientes idosos; com mobilidade reduzida e cadeirantes já acompanhados por agentes do Saúde da Família, aos quais caberá definir quem receberá o benefício do remédio em casa.
Com a falta de remédios nos postos, a visão de boa parte dos usuários dos CSs é de que a realidade tem sido bem diferente do que mostra a publicidade na tevê. “Não sei não; acho que é propaganda enganosa. Como entregar em casa se não existe nem mesmo no postinho”, reclama Antonio Dias da Silva, morador no Nova Sousas.





