De acordo com a pesquisa da ONG Estruturação, grupo LGBT de Brasília aponta a forte tendência dos gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais brasilienses de votar em candidatos a deputados distritais assumidamente gays ou lésbicas.
Questionados sobre o grau de influência que a orientação sexual de um candidato influiria sobre sua decisão na hora de votar, 72% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em candidatos assumidos.
“Os candidatos que pretendem angariar o voto LGBT não devem se preocupar apenas em assumir sua orientação sexual. O público gay de Brasília é bastante exigente em relação às propostas e planos de governo”, alerta o coordenador do Núcleo de Pesquisa do Estruturação, José Jance Marques. Ele lembra que, segundo a pesquisa, a análise de currículo é crucial para 48% dos entrevistados e a viabilidade das promessas é levada em consideração por 69% dos LGBTs da Capital.
Referente ao posicionamento em relação aos outros cargos, 73% dos LGBTs afirmaram que votarão em candidatos à Câmara Federal e ao Senado que prometerem apoiar os projetos de lei que discutem direitos da minoria, como casamento, adoção e a criminalização da homofobia.
O presidente do Estruturação, Julio Cardia, acredita que o momento político atual permite a eleição de um representante do movimento LGBT. “Os gays de Brasília começaram a enxergar que precisam de representantes sérios para conseguir avançar na conquista de seus direitos.
No DF, estima-se que haja algo em torno de 50 mil LGBTs aptos a votar, um público que, se unido, consegue eleger pelo menos quatro deputados distritais e dois federais. Os candidatos já vislumbraram esse volume de eleitores e não pretendem desprezá-los”, avalia.
Ainda segundo a pesquisa, os candidatos eleitos pelo voto LGBT terão que administrar cobranças mais rigorosas. “Mais de 80% dos entrevistados conseguem lembrar em quem votaram nas últimas eleições. Cerca de 60% afirmaram que já entraram em contato com seus candidatos e cobraram as promessas de campanha. Quem se arriscar a representar os LGBTs deverá estar preparado para essas cobranças”, alerta Marques.




