O Festival do Minuto, maior festival de vídeos da América Latina, será exibido em Campinas nos dias 11 e 12 de abril. A mostra, composta por 22 vídeos, de um minuto de duração, acontece dia 11, às 14h, na Sala Multiuso do Ponto de Cultura Maluco Beleza; e dia 12, às 15:30h, no Espaço CINECO, no Centro de Convivência Espaço das Vilas, ambos serviços do Cândido Ferreira. As exibições são gratuitas e abertas a toda população, com capacidade de 50 lugares em cada sala. O evento faz parte do projeto Pipoca no Ponto, que semanalmente exibe produções audiovisuais, sempre com entrada franca.
O Festival do minuto foi criado em 1991, com a proposta de exibir filmes com até um minuto de duração. Hoje, é o maior festival de vídeos da América Latina, tendo inspirado iniciativas semelhantes em diversos locais do mundo.
A parceria do Ponto de Cultura com o Festival do Minuto evidencia a crescente aproximação do Maluco Beleza com a criação audiovisual. Desde o início de 2011, o Maluco Beleza, que inciou com um programa de rádio, vem investindo na produção audiovisual, com cursos de fotografia, filmagem e edição de video, entre outros. Através da Sessão Pipoca no Ponto, busca-se desenvolver uma outra vocação do Maluco Beleza: a exibição de uma diversificada produção audiovisual. As sessões são sempre gratuitas e abertas a toda a população.
Desde sua criação em 2002, o objetivo do Maluco Beleza é diminuir o preconceito relativo à loucura, mostrando novas possibilidades de tratamento e de convivência com as diferenças e com os diferentes. No ano de 2008 o projeto foi reconhecido pelo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura. Desde então, as ações estão se ampliando. Além de vários cursos de capacitação destinados aos usuários da saúde mental e comunidade, um estúdio de rádio, uma ilha de edição de vídeo e uma sala de inclusão digital foram instalados no Cândido Ferreira.
O Cândido Ferreira abriu suas portas e mudou os modos de tratar em saúde mental desde o ano de 1990, a partir de um convênio assinado com a Prefeitura Municipal de Campinas. Desde então, a ressocialização dos usuários tem sido buscada de diversas formas com oficinas de trabalho, moradias, Caps (Centros de Atenção Psicossocial), oficinas de arte e de comunicação.




