Para a senadora, existem muitas dúvidas sobre a viabilidade do projeto do ponto de vista social e econômico
A senadora Marina Silva (PV-AC) defendeu ontem o adiamento do leilão para construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu. O leilão que irá definir os consórcios responsáveis pela obra está marcado para o próximo dia 20.
Na opinião da pré-candidata do PV à Presidência, Belo Monte ainda não tem todos os aspectos avaliados corretamente e com transparência. “Como vários pontos não estão claros, vão surgir vários questionamentos. Antes que isso aconteça e antes que haja algum prejuízo social ou econômico, defendo adiar o leilão para uma análise detalhada”, concluiu Marina.
As declarações foram prestadas durante o seminário “O Brasil e a transição para uma economia de baixo carbono”, realizado no Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, promovido pela revista Carta Capital.
Em sua exposição, a senadora abordou a crise ambiental global, suas consequências e processos de superação. Segundo ela, a busca de alternativas a um quadro que coloca em risco a vida no planeta exige o envolvimento de todos os segmentos. “Nós precisamos sair do debate para o diálogo”, afirmou.
Um exemplo de oportunidade desperdiçada pela falta de compreensão de que o problema está posto para todos, citou Marina, é a dissociação entre as metas de redução de emissão de CO2 estabelecidas pelo governo brasileiro e os compromissos assumidos pelo governo do Estado de São Paulo. O objetivo comum deveria mover os dois agentes a buscarem “novos comportamentos, a desenvolverem a capacidade de dialogar”, ressaltou a pré-candidata do PV.
“Precisamos aprender a desenvolver soluções em co-autoria”, concluiu




