O Hospital Municipal Doutor Mário Gatti (HMMG) deu largada a mais uma de suas reformas prediais sem interrupção de atendimento ao público. A Sala Azul, entrada do pronto-socorro para casos de média complexidade, está sendo totalmente reformulada, numa retomada do processo que ficou paralisado por nove meses, por problemas burocráticos de licitação.
“Agora, com essa parte resolvida, temos a expectativa de entregar aos usuários e funcionários uma nova ala, confortável e mais funcional, dentro de quatro meses”, estima o diretor administrativo do HMMG, Ivan Azevedo Pessoa. O custo total do empreendimento é de R$ 855.599,19, dos quais a contrapartida do Mário Gatti é de R$ 187.349,19 e a maior parcela corresponde a repasse por parte do Ministério da Saúde.
De acordo com arquiteta Regina Lino, coordenadora do Departamento de Ambiência e Obras do hospital, a meta, mais do que simplesmente reformar as instalações, é revitalizar a área. “Vão ser trocados piso e forro; os banheiros, tanto para o público quanto para funcionários, serão ampliados, além da colocação de revestimentos novos e tecnologicamente mais eficientes nas portas”, enumera.
Apesar da amplitude das obras, elas transcorrerão sem interrupção do atendimento, que é de uma média diária de 360 pacientes. “Lógico que não conseguiremos zerar alguns transtornos, como ruídos, mas dominamos oknow how de desvio de fluxo, que garante a continuidade da atividade médica”, frisa a arquiteta.
Ela acrescenta que, “principalmente, tudo está sendo feito estritamente dentro dos parâmetros de segurança hospitalar, tanto no que diz respeito aos pacientes, quanto em relação aos funcionários.
O hospital já acumula experiência com esse método de reforma, que o presidente do Mário Gatti, Salvador Affonso Fernandes Pinheiro, denomina, com bom humor, de “um típico conserto de pneu com o carro andando”. A proeza foi bem sucedida no ano passado, com a reforma da
Sala Amarela.
Sem a interrupção do atendimento, consequentemente o Mário Gatti pode dispensar a transferência de pacientes para outros hospitais, que é a opção convencional – e nada positiva para a rede de saúde pública – na maioria das vezes.




