As orelhas cumprem um curioso papel na estética da face. Quando são abertas causam deboches, apelidos e humilhação, gerando um sentimento de insegurança para quem as possui. Nesse contexto, as orelhas em abano são uma das maiores causas de bullying no Brasil.
“As crianças são as principais vítimas de apelidos e brincadeiras cruéis, resultando num dano psicológico e gerando um adulto introvertido e com traumas sociais, o que justifica a sua correção”, ressalta o cirurgião plástico Marcelo Assis, diretor da Clínica Marcelo Assis Cirurgia Plástica e idealizador do Projeto Orelhinha; uma iniciativa filantrópica, única em todo Brasil e que está completando no próximo dia 31 de maio, um ano de atividades em Campinas, com a marca de duzentas cirurgias.
Marcelo Assis explica que o projeto surgiu desde a época de sua residência no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, instituição militar de alta disciplina e elevado conceito de ensino. “As orelhas de abano são mais perceptíveis nos meninos que não conseguem disfarçá-las com o cabelo curto e que tentam escondê-las usando bonés ou cabelos compridos. Na Marinha, os militares não usam esses recursos e por isso dei início às otoplastias já no período da minha residência”, comenta o cirurgião, observando que desde então a iniciativa se estendeu às crianças carentes e que há um ano se consolidou como Projeto Orelhinha.
A iniciativa visa gratuitamente à correção cirúrgica de orelhas em abano em crianças com família de baixa renda e conta com o apoio do Rotary Clube Campinas Oeste e algumas empresas da iniciativa privada. “A cirurgia de correção da orelha em abano (otoplastia) pode ser realizada a partir dos cinco anos de idade, quando a cartilagem já está bem formada. É uma cirurgia relativamente simples, que pode ser feita em nível ambulatorial e a criança pode voltar às atividades normais em torno de cinco dias, com restrições de práticas de esportes com bola”, observa o médico.
Marcelo explica que podem participar do Projeto Orelhinha, crianças entre 7 a 14 anos com pós-avaliação psicossocial e médica realizada pela equipe da Clínica Marcelo Assis Cirurgia Plástica e que tenham comprovação de renda dos pais ou responsável de até um salário mínimo. A cirurgia é totalmente subsidiada pela Clínica que recebe apoio das chamadas “Empresas Amigas”. O cirurgião comenta que entidades interessadas no processo filantrópico a crianças carentes podem participar do projeto entrando em contato com a Clínica e que, famílias que possam ajudar no projeto, podem contribuir com o valor simbólico de R$ 500,00 para custear a própria cirurgia e ainda ajudar as crianças que não tem recurso algum. Adultos também podem realizar a cirurgia pelo custo simbólico, caso não possam custear uma cirurgia particular, que custa em média R$ 4.000,00, segundo Assis.
As cirurgias são feitas na própria Clínica, localizada à Av. Engenheiro Carlos Stevenson, 385, no bairro Nova Campinas, em Campinas, que possui dois quartos de internação, uma sala de recuperação anestésica e uma sala de centro cirúrgico ambulatorial. “Esses procedimentos que chamamos de ambulatoriais são realizados em nosso centro cirúrgico próprio com total segurança e conforto, em regime de DayClinic”, finaliza Marcelo.
Atualmente a Clínica Marcelo Assis Cirurgia Plástica centraliza todos os serviços relacionados à cirurgia plástica para comodidade dos pacientes e oferece serviço de transporte, com retirada e entrega do paciente em casa e, para pacientes de outros estados ou do exterior, a Clínica disponibiliza motorista, reservas em hotéis e serviço de HomeCare até a alta do paciente.
Os interessados em obter mais informações sobre o Projeto Orelhinha podem entrar em contato pelo telefone: (19) 3201.3781 ou 3201.3782.




