O conclave, reunião de cardeais, escolheu nesta quarta-feira (13) o novo Papa, sucessor de Bento XVI à frente da Igreja Católica Apostólica Romana. O cardeal Jorge Mario Bergoglio, argentino, foi escolhido como novo Papa, Francisco I, sucessor de Bento XVI.
A fumaça branca se ergueu da chaminé no teto da Capela Sistina, no Vaticano, indicando que os 115 cardeais eleitores já escolheram o nome do novo líder dos católicos, provavelmente na quinta votação secreta do conclave.
A fumaça apareceu por volta das 19h08 locais (15h08 de Brasília).
Inicialmente, ela parecia negra, mas logo ficou branca e foi recebida com júbido pela multidão que tomava a Praça de São Pedro, apesar da chuva e do frio.
Os sinos da Basílica de São Pedro tocaram em festa pela escolha do 266º pontífice.
O conclave, votação secreta que escolhe o novo pontífice, foi convocado após a renúncia de Bento XVI, anunciada em 11 de fevereiro e concretizada em 28 de fevereiro.
Em sua primeira bênção, para uma Praça de São Pedro lotada apesar da chuva, o argentino, afirmou que “parece que seus colegas cardeais foram buscar o Papa no fim do mundo”, em uma referência à sua Argentina natal.
Ele também agradeceu ao seu predecessor, o agora Papa Emérito Bento XVI, e pediu que os fiéis orassem pelo seu pontificado que se inicia.
Francisco I também apelou pela “fraternidade” na Igreja, em sua breve aparição na varanda central da Basílica de São Pedro.
“Boa noite a todos e bom descanso”, finalizou.
Perfil: Jorge Mario Bergoglio
Nascido em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, na Argentina, Jorge Mario Bergoglio formou-se engenheiro químico, mas escolheu posteriormente o sacerdócio, entrando para o seminário em Villa Devoto. Em março de 1958, ingressou no noviciado da Companhia de Jesus (jesuítas). Em 1963, ele estudou humanidades no Chile, retornando posteriormente a Buenos Aires.
Entre 1964 de 1965, Bergoglio foi professor de literatura e psicologia no Colégio Imaculada Conceição de Santa Fé e, em 1966, ensinou as mesmas matérias em um colégio de Buenos Aires. De 1967 a 1970, estudou teologia.
Em 13 de dezembro de 1969, foi ordenado sacerdote.





