A edição de número 17 da já tradicional Parada Gay de São Paulo contou com a chuva que insistia em cair, além da temperatura baixa. A organização do evento estimou que 3 milhões de pessoas participaram da parada, cerca de 1,5 milhão a menos que no ano passado. A medição apresentada pela Polícia Militar foi ainda menor, com apenas 1,5 milhão de participantes. 16 carros alegóricos passaram pela Avenida Paulista.
Daniela Mercury foi a principal personagem do evento. O show da cantora começou com duas horas de atraso e ficou concentrado apenas na Rua Consolação, pois o seu trio não foi autorizado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) a cruzar a Avenida Paulista. Ela aproveitou o momento para fazer discurso contra a presença do deputado Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos. Outras pessoas do público também aproveitaram o evento para fazerem seu protesto contra o deputado.
O tom político começou antes mesmo do evento, na coletiva de imprensa. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aproveitou para desmentir a sua participação no prelado católico Opus Dei. Já a ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT), classificou a gestão de Feliciano na Comissão de Direitos Humanos era uma “tragédia grega”. O deputado federal Jean Willys (PSOL-RJ) discursou contra o “fundamentalismo religioso”. Fernando Haddad (PT), o prefeito da cidade, fez um discurso a favor de resgatar os direitos civis e contra a intolerância.
O encerramento oficial da parada aconteceu na Praça da República, onde um palco foi montado para o show de encerramento. A atração principal foi a cantora Ellen Oléria, vencedora do programa The Voice Brasil, da TV Globo.





