Presidente afirma ter desviado rota de helicóptero por risco de ataque em Córdoba
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta terça-feira (10) que escapou de uma tentativa de assassinato ao desviar a rota do helicóptero em que viajava na noite de segunda-feira (9), após suspeita de que a aeronave poderia ser alvo de disparos no departamento de Córdoba, região do Caribe colombiano. A denúncia ocorre em meio ao aumento da violência política a três meses da eleição presidencial, na qual Petro não pode concorrer à reeleição.
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Segundo o próprio presidente, a equipe decidiu sobrevoar o mar por cerca de quatro horas e evitar o pouso inicialmente previsto por temor de um ataque armado. Petro declarou que “escapou por pouco da morte” e voltou a afirmar que estaria na mira de um grupo que classificou como um “novo conselho do tráfico de drogas”, composto por narcotraficantes no exterior e integrantes de dissidências guerrilheiras.

Entre os citados está Iván Mordisco, apontado como líder da principal dissidência das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A região de Córdoba é considerada área de influência do Clã do Golfo, maior organização criminosa do país, que suspendeu recentemente diálogos com o governo após acordo entre Petro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para intensificar ações contra o grupo.
O presidente também declarou ter afastado um general da polícia sob acusação de tentar plantar substâncias ilícitas em seu veículo com o objetivo de comprometer agenda internacional com a Casa Branca. Petro afirmou que “alguém deu a ordem” para a ação, mas não apresentou detalhes adicionais.
O episódio ocorre em um cenário de recrudescimento da violência política. Uma senadora governista foi sequestrada por algumas horas recentemente, ampliando o clima de tensão na campanha eleitoral. A Colômbia registra histórico de assassinatos de lideranças políticas, incluindo candidatos presidenciais, em contextos de conflito envolvendo narcotráfico, grupos armados ilegais e setores do Estado.
Petro, primeiro presidente de esquerda do país, já havia relatado outra suposta tentativa de atentado em 2024. Desde a campanha que o levou ao poder, o mandatário mantém esquema reforçado de segurança em eventos públicos.




