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quinta-feira, março 12, 2026
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PF prende operador financeiro de esquema bilionário que desviou R$ 6,3 bilhões de aposentadorias do INSS

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Investigação aponta que suspeito atuava na gestão do dinheiro das fraudes ligadas ao grupo do “Careca do INSS”

Após ser detido, ele foi levado para uma unidade da Polícia Federal em São Paulo, onde foram realizados os procedimentos de praxe. Foto Agencia Brasil

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (11) Alexandre Moreira da Silva, apontado como integrante do núcleo financeiro do esquema investigado na Operação Sem Desconto, que apura o desvio de aproximadamente R$ 6,3 bilhões do Instituto Nacional do Seguro Social. Considerado um dos últimos foragidos da investigação, ele é ligado ao empresário Antonio Carlos Camilo Antunes.

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De acordo com os investigadores, Alexandre Moreira da Silva atuava como operador financeiro do grupo, responsável por movimentar e administrar valores provenientes das fraudes. A prisão ocorreu após o que a Polícia Federal classificou como um “minucioso trabalho de investigação e levantamentos” que permitiu localizar o suspeito.

Após ser detido, ele foi levado para uma unidade da Polícia Federal em São Paulo, onde foram realizados os procedimentos de praxe. O investigado permanece à disposição da Justiça.

Esquema bilionário contra aposentados

A Operação Sem Desconto foi deflagrada em abril de 2025 pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União. As investigações apontam para um esquema de descontos associativos não autorizados aplicados em aposentadorias e pensões.

Segundo estimativas das autoridades, entidades investigadas teriam retirado cerca de R$ 6,3 bilhões de beneficiários do INSS entre 2019 e 2024 por meio de cobranças indevidas em contracheques de aposentados e pensionistas.

Apontado como um dos principais articuladores do esquema, Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, foi preso em setembro do ano passado. De acordo com a Polícia Federal, o empresário seria sócio de 22 empresas em diferentes áreas, incluindo consultoria, call center, construção e incorporação imobiliária.

Investigadores identificaram que algumas dessas empresas possuíam o mesmo endereço e telefone em Brasília, o que levantou suspeitas de que seriam usadas para intermediar negociações e movimentar recursos provenientes das fraudes. Entre elas aparece a Prospect Consultoria Empresarial, mencionada no inquérito como parte da estrutura investigada.

Dados reunidos pela Polícia Federal indicam que pessoas físicas e jurídicas ligadas ao empresário receberam R$ 48,1 milhões diretamente de associações suspeitas de aplicar golpes em aposentados, além de outros R$ 5,4 milhões provenientes de empresas relacionadas a essas entidades. O montante total identificado até o momento chega a R$ 53,5 milhões.

Ainda segundo o inquérito, cerca de R$ 9,3 milhões teriam sido repassados a servidores do INSS suspeitos de participação no esquema, descrito pelos investigadores como pagamento de vantagens indevidas a funcionários públicos envolvidos nas irregularidades.

As fraudes também passaram a ser analisadas no Congresso Nacional por meio de uma comissão parlamentar destinada a investigar irregularidades no sistema previdenciário e possíveis falhas de controle sobre descontos aplicados em benefícios de aposentados.

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