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segunda-feira, janeiro 26, 2026
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Plataforma de câmeras corporais da PM de SP é usada para deletar provas com usuário anônimo, revela denúncia

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Registros obtidos pelo Metrópoles mostram que sistema da corporação permite manipulação de dados e exclusão de imagens; major é suspeita de apagar gravação de homicídio durante Operação Verão, em Santos

Reportagem Sandra Venancio – Foto Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Documentos internos da Polícia Militar de São Paulo revelam um esquema de manipulação de dados na plataforma Evidence, usada para armazenar imagens das câmeras corporais dos policiais. Segundo denúncia publicada pelo portal Metrópoles, o sistema permite a deleção de vídeos por meio de um usuário anônimo, violando os protocolos de segurança digital. Uma major ligada à cúpula da PM é suspeita de ter apagado uma gravação crucial feita durante um homicídio ocorrido em Santos, no litoral paulista, durante a Operação Verão.

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A denúncia aponta que o sistema Evidence, adotado pela PM de São Paulo como parte da política de transparência e controle de ações policiais, tem falhas graves de integridade. As informações indicam que usuários com nível de acesso privilegiado conseguem alterar ou deletar vídeos sem que o sistema registre a autoria da ação, facilitando fraudes internas.

O caso mais grave envolve uma oficial de alta patente da corporação — uma major supostamente ligada à cúpula da PM paulista — acusada de apagar propositalmente uma filmagem feita durante uma ocorrência com morte, durante a Operação Verão, realizada em Santos. A gravação poderia conter provas relevantes sobre a atuação dos policiais na cena do crime.

Em nota enviada ao Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) afirmou que a denúncia está sendo apurada em uma sindicância interna da Polícia Militar, mas não comentou sobre as vulnerabilidades da plataforma Evidence nem esclareceu se o sistema continuará sendo utilizado.

A denúncia reacende o debate sobre o uso de tecnologias de vigilância por forças policiais e a necessidade de rastreabilidade e transparência nos dados captados por equipamentos como câmeras corporais. Especialistas alertam que sistemas desse tipo precisam garantir acesso controlado, trilha de auditoria e proteção contra alterações não autorizadas, especialmente em contextos que envolvem o uso da força pelo Estado.

Organizações de direitos humanos e entidades civis pedem o afastamento da oficial investigada, a suspensão do uso do sistema até auditoria independente e a criação de mecanismos externos de controle sobre as imagens registradas em ações policiais.

O caso deve ganhar desdobramentos nos próximos dias, com expectativa de pronunciamento do Ministério Público e possível abertura de investigação criminal, caso a sindicância interna confirme a manipulação dolosa de provas.

A denúncia aponta que o sistema Evidence, adotado pela PM de São Paulo como parte da política de transparência e controle de ações policiais, tem falhas graves de integridade. As informações indicam que usuários com nível de acesso privilegiado conseguem alterar ou deletar vídeos sem que o sistema registre a autoria da ação, facilitando fraudes internas.

O caso mais grave envolve uma oficial de alta patente da corporação — uma major supostamente ligada à cúpula da PM paulista — acusada de apagar propositalmente uma filmagem feita durante uma ocorrência com morte, durante a Operação Verão, realizada em Santos. A gravação poderia conter provas relevantes sobre a atuação dos policiais na cena do crime.

Em nota enviada ao Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) afirmou que a denúncia está sendo apurada em uma sindicância interna da Polícia Militar, mas não comentou sobre as vulnerabilidades da plataforma Evidence nem esclareceu se o sistema continuará sendo utilizado.

A denúncia reacende o debate sobre o uso de tecnologias de vigilância por forças policiais e a necessidade de rastreabilidade e transparência nos dados captados por equipamentos como câmeras corporais. Especialistas alertam que sistemas desse tipo precisam garantir acesso controlado, trilha de auditoria e proteção contra alterações não autorizadas, especialmente em contextos que envolvem o uso da força pelo Estado.

Organizações de direitos humanos e entidades civis pedem o afastamento da oficial investigada, a suspensão do uso do sistema até auditoria independente e a criação de mecanismos externos de controle sobre as imagens registradas em ações policiais.

O caso deve ganhar desdobramentos nos próximos dias, com expectativa de pronunciamento do Ministério Público e possível abertura de investigação criminal, caso a sindicância interna confirme a manipulação dolosa de provas.

(Com informações do portal Metrópoles e da SSP-SP)

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