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sexta-feira, janeiro 16, 2026
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PM prende irmã do prefeito Ricardo Nunes com dois mandados por crimes de desacato, embriaguez ao volante e lesão corporal

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Reconhecimento facial localizou Janaína Reis Miron em unidade de saúde na zona sul

A irmã do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), Janaína Reis Miron, foi presa nesta quinta-feira, 15, após ser identificada pelo sistema de reconhecimento facial Smart Sampa, principal programa de monitoramento e segurança pública da atual gestão municipal. A captura ocorreu por volta das 15h20 em uma Unidade Básica de Saúde localizada na avenida Clara Mantelli, no bairro do Socorro, zona sul da capital.

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De acordo com informações da Polícia Militar, o sistema identificou Janaína assim que ela entrou na unidade de saúde, um dos novos pontos incorporados recentemente ao projeto de vigilância da Prefeitura. Após a confirmação da identidade, equipes policiais foram acionadas e realizaram a abordagem no local.

Contra ela havia dois mandados de prisão em aberto por crimes com penas em regime aberto. Foto Divulgação Redes Sociais

Contra Janaína havia dois mandados de prisão expedidos pela Justiça, decorrentes de condenações pelos crimes de desacato a funcionário público, embriaguez ao volante e lesão corporal. As penas estavam sendo cumpridas em regime aberto, mas o descumprimento de condições impostas pela Justiça levou à expedição das ordens de prisão.

Após a detenção, ela foi encaminhada ao 11º Distrito Policial de Santo Amaro, também na zona sul, onde permaneceu à disposição das autoridades judiciais. A Secretaria de Segurança Urbana informou que todos os procedimentos seguiram os protocolos operacionais do Smart Sampa e da Polícia Militar.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que não houve qualquer tipo de tratamento diferenciado no caso e que o sistema atua de forma automática, a partir do cruzamento de imagens com bancos de dados judiciais. A administração municipal ressaltou que o Smart Sampa opera com base em mandados vigentes e não distingue vínculos familiares, políticos ou institucionais.

A prisão ocorre em meio à ampliação acelerada do sistema, que passou a ser instalado não apenas em vias públicas, mas também em equipamentos sensíveis, como unidades de saúde, terminais de transporte e prédios públicos, aumentando o alcance do monitoramento sobre a população.

O episódio expõe uma situação delicada para o prefeito Ricardo Nunes, que tem no Smart Sampa uma das principais vitrines de sua gestão e frequentemente o apresenta como símbolo de eficiência e imparcialidade no combate à criminalidade. Nos bastidores políticos, a avaliação é de que o caso reforça o discurso oficial de neutralidade do sistema, ao mesmo tempo em que reacende debates sobre vigilância em massa, privacidade e uso político da tecnologia. A prisão de um familiar direto do prefeito transforma o programa em um teste concreto de credibilidade institucional e amplia o escrutínio sobre os limites e impactos do monitoramento digital na maior cidade do país.

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