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Convocação de Paulo Guedes pela CPI se torna urgente, diz senador Humberto Costa

O ministro estava mais preocupado em economizar recursos do Orçamento do que em garantir a vacinação da nossa população”, afirmou o senador

 

 

As evidências cada vez maiores de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, contribuiu para o atraso na aquisição de vacinas pelo governo federal reforça a necessidade de sua convocação pela CPI da Covid. A afirmação é do senador Humberto Costa (PT-PE), que repercutiu reportagem desta terça (20) na Folha de S. Paulo.

“O ministro estava mais preocupado em economizar recursos do Orçamento do que em garantir a vacinação da nossa população”, afirmou o senador. Ele disse que, assim que a CPI retomar os trabalhos após o recesso, no início de agosto, vai pedir o depoimento de Guedes para esclarecer os fatos. O requerimento já havia sido apresentado, mas agora sua aprovação se torna urgente, segundo Humberto.

A reportagem, baseada em documentos da CPI, mostra a interferência de Guedes na elaboração da MP que facilitou a compra das vacinas ao adequar a legislação a exigências das farmacêuticas, as mesmas utilizadas pela empresa em todos acordos para fornecimento de imunizantes. No entanto, segundo o jornal, “negacionismo e preocupações com o risco fiscal atrasaram a compra”.

“Isso precisa ser devidamente apurado porque, se confirmado, é um crime de alta monta pois foi responsável por não permitir que uma parcela ainda maior da população brasileira estivesse vacinada até agora”, lamentou, lembrando das quase 550 mil mortes por Covid-19.

A Pfizer fez diversas ofertas de vacinas ao governo brasileiro desde agosto de 2020 e foi ignorada pelo governo durante praticamente todo o segundo semestre de 2020. Apenas em novembro houve algum avanço nas negociações. A Medida Provisória era uma necessidade já conhecida desde as primeiras conversas.

Em dezembro, uma minuta da MP continha o artigo que viabilizava a compra, mas ela foi publicada em janeiro sem o dispositivo. Os documentos da CPI mostram que isso aconteceu pelos temores de Paulo Guedes. Isso retardou a compra e, também, o início da vacinação.

Humberto Costa lembra que a reinserção desse artigo na MP só aconteceu em fevereiro, quando o Congresso Nacional alterou a MP antes da aprovação final.

“A cada dia que passa fica mais evidente a participação do ministro Guedes no atraso de compra das vacinas da Pfizer. O ministro da Economia tinha receio de que sobrassem pagamentos de indenizações no futuro caso acontecesse algum efeito adverso e de que estava preocupado com a situação fiscal”, afirmou Humberto.

Do PT no Senado

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