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Eleições 2012, Copa 2014 e Olimpíadas 2016

Secretário de Esportes afirma que Campinas tem grandes chances para ser subsede da Copa e que ainda não está na hora de disputar a Prefeitura.

Campinas está na disputa para ser uma das subsedes da Copa de 2014. Em entrevista ao Jornal Local, o secretário Municipal de Esportes e Lazer, Gustavo Petta, comentou sobre as reais chances da cidade e os benefícios que a participação no evento traria para a região. Também falou sobre os investimentos de Campinas na formação de atletas e sobre os programas desenvolvidos em Sousas e Joaquim Egídio. Sem deixar a política de lado, Petta contou suas pretensões para 2012.

Jornal Local – Qual a situação da candidatura de Campinas à subsede da Copa de 2014?

Gustavo Petta – Já fizemos a inscrição na FIFA. São 125 cidades candidatas, 90 já foram pré selecionadas e até o final do ano 64 serão escolhidas para fazer parte do catálogo que será distribuído para as seleções participantes da Copa. Dentre estas, cada federação irá escolher uma subsede. 32 cidades irão receber as seleções.

JL – Quais as chances reais disso acontecer?

GP – Campinas tem grandes chances. Temos algumas vantagens como Viracopos, que é aeroporto internacional e chegará em 2014 com 10 milhões de passageiros por ano. As principais rodovias do Estado passam por aqui. O setor hoteleiro já tem um padrão internacional e será ampliado até a Copa. Com a formação do comitê para 2014 vamos conseguir superar nossos desafios, como a ausência de um Centro de Treinamento padrão FIFA.

JL – O que Campinas ganha sendo subsede da Copa?

GP – É um retorno muito grande para a região por um investimento pequeno. O retorno econômico será direto, por conta da vinda à cidade da seleção, da torcida e da imprensa daquele país. A visibilidade internacional é incalculável. A cidade vai ganhar muito, também, por ser uma das principais portas de entrada da Copa do Mundo. Muitas pessoas que vão se deslocar para suas sedes e subsedes vão passar por Campinas por determinado período. Temos que estar preparados à altura para essa grande oportunidade que é a Copa.

JL – Quais outras seleções chamam a atenção de Campinas?

GP – Tivemos o Torneio Campinas-Japão, uma iniciativa importante para aproximar a cidade à federação de futebol do Japão. Existe uma pressão da comunidade japonesa em São Paulo para que a seleção japonesa faça seus jogos na cidade e, assim, Campinas seria sua subsede. O Japão é interessante porque tem um número grande de turistas, com um poder aquisitivo alto, além de ser uma grande nação. O Careca, embaixador de Campinas para 2014, já levou a proposta da cidade para a Federeção Italiana de Futebol. Agora vamos estabelecer um calendário de viagens, de contatos com as respectivas federações dos países.

JL – Como está a preparação de Campinas na formação de atletas para as Olimpíadas de 2016? 

GP – Estamos terminando a construção do nosso Centro Olímpico, a parte de atletismo já está em pleno funcionamento. Temos vários atletas com índices para o Pan de Guadalajara e para Londres. Ainda este ano, deve ser inaugurado o parque aquático e o ginásio poliesportivo já teve sua obra iniciada. Em 2012 teremos o Centro Olímpico em pleno funcionamento, focando a preparação dos atletas para 2016.

JL – Quais programas esportivos são desenvolvidos em Sousas e Joaquim Egídio pela secretaria de Esportes e Lazer? Quais investimentos serão feitos nos distritos?

GP – Há um estudo para implantação da ciclofaixa em Sousas e Joaquim Egídio. Há uma demanda grande de pessoas que a usariam, mas há um complicador por conta do trânsito já complexo na região. A Praça da Vila Santana será reformada ainda este ano. Serão ampliados os programas de atendimento para a população de terceira idade e crianças. Além disso, nós temos a praça do Benedito dos Santos, que vai passar por uma reforma nas quadras poliesportivas e na sede. Estamos buscando a consolidação da parceria com a Associação de Remo, para que ali passe a ter uma estrutura adequada para a prática esportiva. Outra coisa que procuramos explorar, de maneira saudável, são os esportes de aventura em Joaquim Egídio. Queremos aprimorar mais, para que se torne um dos pontos de atração turística da cidade. Teremos a Caminhada Ecológica Sousas-Joaquim Egídio, que terá uma participação grande e já realizamos frequentes visitas dos grupos de terceira idade em Joaquim Egídio.

JL – Houve um boato de que seu nome foi sondado para assumir a secretaria de Esportes da Prefeitura de São Paulo. A hipótese foi discutida?

GP – O PC do B está discutindo a entrada no governo Kassab, por causa da formação de um novo partido, que deve fazer parte à base de sustentação política do Governo Federal. Meu nome realmente foi cogitado, mas de primeira hora eu informei ao partido que não estava à disposição por causa do compromisso que eu tenho com a cidade de Campinas.

JL – Em 2012, o PC do B terá candidato próprio à Prefeitura de Campinas? O ministro Orlando Silva deixaria o Ministério dos Esportes às vésperas da Copa do Mundo e das Olimpíadas?

GP – O PC do B pretende ter uma candidatura própria em 2012 se ela for aceita pelos demais partidos que compõe a base de sustentação do prefeito Hélio. O ministro Orlando Silva é o nome que colocamos à disposição para ser o candidato da coligação. O ministro tem muita presença na cidade e recentemente passou a ser um “filho de Sousas”, porque vai construir uma casa no distrito. Acredito que isso é uma decisão que ele terá que tomar junto ao partido e junto à Presidente Dilma. O nome dele está à disposição dessa coligação, condicionado a uma aprovação dela.

JL – E o seu nome, está à disposição para ser o candidato da coligação?

GP – Eu acho que sou muito novo ainda, acho que tenho que ganhar mais experiência. Devo participar das eleições de 2012 disputando uma vaga na Câmara, mas isso ainda está em discussão dentro do partido.

JL – E uma candidatura a vice-prefeito?

GP – O PC do B vai ter que discutir qual será a melhor forma para eu contribuir nesse processo.

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