Já percebeu que a tecnologia tem um ciclo de vida curto? Saiba o que fazer para não gastar tanto na hora de adquirir um produto novo
Por Caroline Nunes
Imagine a seguinte cena: você comprou um celular de última geração e pagou uma fortuna por ele. Algum tempo depois você percebe que há um novo aparelho no mercado, com mais funções e pelo mesmo preço do seu, que por sinal ficou mais barato.
Não é apenas com telefones móveis que isso acontece, mas basicamente todo o tipo de equipamento eletrônico, afinal quando o assunto é tecnologia, uma coisa é certa: todas possuem um prazo de validade.
A quantidade de novidades que surgem é tão grande que é praticamente impossível acompanhar todos os lançamentos. Isso faz com que, por mais que você tente se manter atualizado, sempre haja algo novo esperando ser comprado e consumido por você. Mas qual a lógica de oferecer muito mais do que se pode consumir?
Por mais que nós, brasileiros, tentemos acompanhar os lançamentos das grandes empresas de tecnologia, é inegável o fato que o grande público-alvo são os consumidores americanos.
Como nos Estados Unidos a cultura é claramente consumista, é válido para as empresas lançarem novos produtos em um curto espaço de tempo, já que as pessoas vão adquiri-los pelo simples fato de ser novidade.
Além disso, como o poder de compra do cidadão norte-americano é maior do que a nossa e os aparelhos não sofrem com a forte carga tributária de importação, fica fácil acompanhar os últimos lançamentos e manter-se sempre atualizado tecnologicamente.
No Brasil essa questão é um pouco mais complicada exatamente por esses aparelhos terem de ser importados. Isso faz com que o preço repassado ao consumidor final seja muito além do permitido por sua renda devido às altas taxações que o produto recebe.
Se as novas tecnologias são lançadas com certa frequência, como saber se aquele objeto que você quer tanto comprar vale a pena?
O problema de aguardar a nova etapa no ciclo de vida dessa tecnologia é que você nunca vai encontrar um momento estável. No momento que um produto se firma no mercado, em pouquíssimo tempo uma atualização ou uma versão ainda melhor é anunciada, o que o força a adquirir mais e mais, ou a filtrar apenas aquilo que lhe é útil.
A atualização de tecnologias não é exclusividade de produtos eletrônicos. Programas são constantemente modificados e recebem novas versões com certa frequência. E o mesmo acontece com os sistemas operacionais.
Para cada uma das primeiras versões do Windows, por exemplo, havia um intervalo de dois ou três anos entre os lançamentos. Foi a partir do Windows 98 que a periodicidade das atualizações passou a ser anual.
Nem sempre o novo é o melhor
Comprar um produto logo em seu lançamento tem suas vantagens. Se você é alguém que prioriza a exclusividade, mas quem corre sempre atrás do “primeiro lote” pode ter problemas quanto à qualidade do equipamento. Defeitos são bastante comuns nos primeiros modelos e passam a ser corrigidos apenas nos subsequentes.
Além disso, o preço é sempre algo a ser levado em conta. Aquilo que é novidade sempre vai ter um preço elevado. Com a constante atualização de tecnologias, o novo logo se torna velho e, portanto, fica mais barato, como no caso dos celulares.
Agora fica a pergunta: o que é melhor fazer? Será que realmente vale a pena tentar acompanhar as últimas novidades tecnológicas ou esperar até que aquele produto que atende suas necessidades fique com um preço mais acessível?
A resposta é depende. Que tipo de consumidor você é? Se for aquele ávido por novidades e tem condições de adquirir todos os grandes lançamentos, vá em frente! Porém, se prefere apenas para uso diário e não se importa tanto com os novos modelos, espere.
É preciso ficar atento para não comprar algo que já está datado ou até mesmo obsoleto. Como a tecnologia evolui a uma velocidade impressionante, é sempre importante estar por dentro de notícias e anúncios de grandes empresas, afinal você não vai querer comprar algo velho, não é mesmo?




