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terça-feira, fevereiro 10, 2026
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Presidente da Câmara aposta em votação da escala 6×1 em 2026 e articula avanço com Planalto

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Proposta de redução da jornada é tratada como prioridade e deve ganhar tração após unificação de PECs

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a proposta de redução da jornada de trabalho, conhecida como escala 6×1, tem chances reais de ser votada em 2026. A declaração foi feita nesta segunda-feira (9), ao comentar a disposição do Legislativo de enfrentar pautas consideradas sensíveis, mas com forte impacto social e econômico. Segundo ele, a avaliação interna é de que o tema amadureceu politicamente e pode avançar ainda no próximo ano legislativo.

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Ao ser questionado sobre a possibilidade de apreciação da proposta em plenário, Motta respondeu de forma direta que acredita na votação. O presidente da Câmara afirmou que há um esforço para acelerar a tramitação de projetos considerados prioritários e evitar o adiamento recorrente de decisões estruturais. Ele citou que o Parlamento busca demonstrar comprometimento com a população ao concentrar votações relevantes ainda neste semestre.

O discurso de Motta sinaliza uma tentativa de reposicionar a Câmara como protagonista em pautas de impacto social, em meio à pressão crescente de movimentos trabalhistas e setores da sociedade civil. Foto Gustavo Moreno/STF


Pressão social, articulação política e bastidores da PEC

O discurso de Motta sinaliza uma tentativa de reposicionar a Câmara como protagonista em pautas de impacto social, em meio à pressão crescente de movimentos trabalhistas e setores da sociedade civil. A redução da jornada, defendida por centrais sindicais e parlamentares da base governista, enfrenta resistência de segmentos empresariais, especialmente do comércio e dos serviços, que argumentam sobre aumento de custos e riscos à competitividade.

Ao comparar o debate atual com momentos históricos de resistência a avanços trabalhistas, Motta buscou enquadrar a proposta como parte de um processo inevitável de transformação social. A fala também funciona como recado político aos setores contrários à mudança, indicando que a Presidência da Câmara não pretende bloquear o debate.

Nos bastidores, o avanço da pauta está diretamente ligado à articulação com o governo federal. O presidente da Câmara confirmou que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência solicitou uma reunião ainda nesta semana para tratar do tema. O encontro deve reunir o presidente da República, ministros da área social e política e a cúpula da Câmara, o que indica tentativa de alinhamento entre Executivo e Legislativo para destravar a proposta.

No campo regimental, Motta informou que aguarda a eleição do novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça para definir a relatoria. A CCJ é considerada um dos principais gargalos da tramitação, já que propostas semelhantes ficaram anos paradas no colegiado.

Ainda nesta segunda-feira, o presidente da Câmara determinou o apensamento da Proposta de Emenda à Constituição apresentada pela deputada Erika Hilton a um texto protocolado em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes. A proposta mais antiga está em estágio mais avançado, mas encontrava-se travada na CCJ. A unificação dos textos é vista como uma estratégia para acelerar o debate e reduzir o custo político de iniciar uma nova tramitação do zero.

Com a movimentação, a escala 6×1 volta ao centro da agenda do Congresso, agora cercada por articulações políticas, pressão social crescente e o interesse do governo em apresentar avanços concretos na área trabalhista antes do próximo ciclo eleitoral.

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