Nos três primeiros meses de 2010, a inadimplência com cheques alcançou 1,92%, o menor patamar no trimestre desde 2005, quando a taxa foi de 1,74%, mostra o Indicador Serasa Experian de Cheques sem Fundos. Ao todo, foram pouco mais de 5,4 milhões de cheques devolvidos para mais de 281 milhões compensados, sendo que o valor médio das dívidas com cheques no primeiro trimestre ficou em R$ 1.191,26.
Em março, foram devolvidos 2.119.601 cheques, representando uma inadimplência de 2,04%, ligeiramente ainda acima dos patamares de janeiro e fevereiro deste ano. Esta alta é decorrente de uma série de fatores sazonais, que pressionam o orçamento familiar, como o pagamento da última parcela do IPVA, das despesas escolares (matrícula e material) e das férias e eventuais viagens realizadas no início de ano. Além disso, neste ano, março teve 23 dias úteis contra 18 em fevereiro, o que também contribuiu para este aumento.
No entanto, o índice de cheques devolvidos em março é inferior ao registrado no mesmo mês de 2009, o que se deve – descontando os fatores sazonais que levaram à alta em relação a janeiro e fevereiro – ao melhor desempenho da economia, com a geração de empregos e evolução da renda.
Com este crescimento econômico, a perspectiva é de que a inadimplência com cheques continue caindo, sobretudo nas comparações com o 1º semestre de 2009, já que este período refletiu os efeitos da crise global, com uma alta no número de cheques devolvidos. Já em relação ao 2º semestre de 2010, os indicadores apontam para o crescimento da inadimplência, decorrente do maior endividamento da população.
Nos estados e regiões
O Amapá segue líder do ranking com o maior percentual de cheques devolvidos, com 13,95%, alta em relação aos 13,59% registrados em fevereiro e 11,93% em janeiro. Igualmente pelo terceiro mês consecutivo, o estado de São Paulo marca o menor índice de cheques devolvidos em relação aos compensados, 1,68%, leve alta sobre os 1,41% de fevereiro.
Na contramão da tendência de alta, Roraima foi o único estado brasileiro que registrou queda nos índices de cheques devolvidos, de 10,15% em fevereiro para 8,79% em março.
A classificação regional segue sem alterações em relação ao segundo mês do ano: a Região Norte possui o maior índice de cheques devolvidos, com 4,63%, e a Região Sudeste o menor, com 1,68%. Ambos os percentuais subiram em relação a fevereiro, quando atingiram 4,39% e 1,53%, respectivamente.




