A família, os amigos ou o bom momento do clube podem determinar a escolha do time do coração. Foi assim que Juan Pedro Gonçalves Pita optou trocar de time, quando completou 12 anos e mudou para Campinas, influenciado pelos colegas de escola, Pedro deixou de torcer pelo
Santos e passou a torcer pelo Guarani.
Já o irmão, José Luiz Rodrigues da Cancela (Zé) quando questionado se continuava santista foi incisivo na resposta. “Peixe sempre”.
Ao longo dos anos, Pedro vibrou com o Bugre, mas não se esquece da final do Paulistão de 1988, quando o Guarani enfrentou o Corinthians. Pedro lamentou também os sete rebaixamentos do Bugre e comemorou os retornos às divisões de elite dos torneios.
Para Zé a expectativa do próximo jogo é grande: “Acho que será outra goleada em cima do Guarani e acredito que não jogar em casa tenha influenciado no jogo”, afirma.
Agora, ambos comemoram a disputa de uma semifinal de Estadual, sonhando em ver seus times campeões paulista. Mas o Guarani precisa de quatro gols de diferença para ganhar este campeonato.
“Ainda tenho esperança que o Bugre faça alguns gols, pelo menos para disputar nos pênaltis”, comenta Pedro.
E Zé retruca: “Se o Neymar jogar o que tem jogado, ele fará mais dois gols com certeza, ele está muito mais presentes nos jogos. Depois da era Pelé, no Santos, ele é o melhor jogador.
Pedro diz que lamentou muito a primeira final não ser em Campinas. “Acho que no Brinco, por ser menor o campo e ter mais proximidade com a torcida o time teria mais chances”.
O futebol deve ser uma grande diversão para todos, faz parte as brincadeiras, as gozações, a alegria de quem vence e a tristeza de quem perde. A rivalidade é durante o jogo fora de campo o que importa é a amizade.




