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segunda-feira, janeiro 26, 2026
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Sem projeto, empresa abre leque de opções, mas descarta manter Brinco

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Brinco de Ouro é usado para jogos do Guarani desde 1953 e deve dar lugar a outro projeto
Brinco de Ouro é usado para jogos do Guarani desde 1953 e deve dar lugar a outro projeto

O futuro dono do Brinco de Ouro não sabe o que fazer com ele. Dona da única oferta aprovada pela Justiça do Trabalho de Campinas em audiência nesta segunda-feira, a empresa Maxion Empreendimentos Imobiliários arrematou o terreno sem nenhum projeto elaborado. O grupo, representado no interior paulista pelo advogado Dárcio Vieira Marques, promete estudar o Plano Diretor do Município, se adequar às exigências da prefeitura e, se possível, até alinhar uma parceria com o Guarani a médio prazo. A manutenção do estádio, porém, está fora de cogitação.

Integrante do Grupo Zaffari, sediado em Porto Alegre, a Maxion tem um leque de alternativas para decidir o que construirá no espaço que hoje abriga o Brinco de Ouro. Segundo Marques, é prematuro falar em projeto agora, uma vez que nada está pronto – a compra foi feita por questão de oportunidade. É possível até a utilização para um fim esportivo, caso a prefeitura exija algo parecido, mas a intenção maior é a construção de um empreendimento comercial.

– Soubemos há pouco tempo que o estádio estaria à venda. Viemos a Campinas, demos uma olhada no Plano Diretor para ver o que era possível fazer. A direção da empresa se encantou com a cidade, tem muito a ver com Porto Alegre, fez uma avaliação e viu que dava para pagar isso. Não temos nenhum projeto sequer iniciado e não queremos conflito com a prefeitura. Campinas pode estar certa de que vai se orgulhar disso – explicou o advogado.

O grupo parece ciente do clima instável que pode criar com torcedores do Guarani ao tirar o clube do estádio que lhe pertence desde o início da década de 1950. Até por isso, se coloca à disposição para ajudar de alguma forma, como contrapartida pelo patrimônio perdido em virtude de dívidas trabalhistas. Não faz parte dos planos ajudar na construção de uma possível arena, mas a empresa acredita que a prefeitura pode colaborar e ceder um terreno para tal fim.

– Não vai jogar, senão não poderíamos aproveitar o campo de futebol. Isso não é possível, porque assim deixaríamos de desenvolver um projeto nosso. Vamos procurar o clube para ver no que a gente pode ajudar ou integrar. Infelizmente a gente lamenta a história, mas a prefeitura certamente vai compensar essa perda com a cessão de outro imóvel. O Guarani vai se reerguer das cinzas – apostou o representante do grupo gaúcho.

O Bugre, segundo previsões iniciais da Justiça, utilizará o Brinco de Ouro por aproximadamente um ano até que a posse fique oficialmente com a Maxion. Neste período, a Justiça tentará acelerar as execuções, fechar um valor final de dívidas e pagar todos os credores. O que sobrar será encaminhado a esferas federais ou fiscais, que também aguardam pagamento do clube. Após a solução do impasse, o Guarani precisará buscar outra casa para jogar, como já prevê o representante da Maxion.

– A gente tem vontade de ajudar, mas naturalmente um estádio custa bastante dinheiro.

A Prefeitura de Campinas, pelo menos por enquanto, não se mostra disposta a colaborar com o Guarani na recuperação do patrimônio. Presente à audiência no TRT de Campinas, o secretario de assuntos jurídicos Mário Orlando sequer mencionou a possibilidade de ceder algum terreno da cidade para o Bugre reaproveitar. Apenas disse que o poder público não abrirá mão das matrículas doadas ao clube nos anos 70.

– Nossa intenção não é atrapalhar ou facilitar a vida do Guarani. Evidente que há o interesse que o Guarani sobreviva, supere a crise e continue nos brindando com sua glória, sua capacidade e seu brilho. Desejo que ele preserve sua existência e siga adiante. Mas a questão do que vai se fazer com o terreno é com o livre empreendedor. Quem compra tem o direito de fazer o que quiser, desde que siga as normas do município.

Fonte: GloboEsporte

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