Especialistas promovem ciclo de palestras para conscientizar a população
De 23 a 27 de maio, médicos endocrinologistas de todo o País fazem uma mobilização em prol do Dia Internacional da Tireoide, comemorado oficialmente no dia 25 de maio. Para divulgar o tema, a SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) vai promover, ao público leigo, uma série de palestras sobre hipotireoidismo congênito, doenças autoimunes e nodulares da tireoide e câncer, além de distribuir materiais impressos e intensificar a divulgação na imprensa. “Ainda que relativamente raro (apenas 0,001% dos nódulos é maligno), o câncer que mais aumentou em incidência nos EUA nos últimos anos foi o de tireoide. Dados do INCA mostram que é o quinto câncer mais frequente entre as mulheres (décimo sétimo entre os homens)”, informa Laura Ward, presidente do Departamento de Tireoide da SBEM.
De acordo com os especialistas, as disfunções da tireoide atingem cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo que mais da metade desconhece sua condição. As mulheres em particular e os idosos são mais suscetíveis a essas doenças.
No idoso, os sintomas dos distúrbios da tireoide podem ser confundidos com os da própria idade e não serem adequadamente tratados. Os distúrbios funcionais da glândula, se não tratados, podem causar complicações graves, entre as quais doenças cardiovasculares. Podem ainda afetar a gestação e o feto em desenvolvimento. Por outro lado, as disfunções da tireoide podem ser facilmente detectadas, através de um exame, o TSH, que avalia os níveis séricos do hormônio estimulador da tireoide. O teste é simples, de baixo custo e disponível pelo SUS.
O que é a Tireoide?
A tireoide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço que tem forma de borboleta. Os hormônios tireoidianos (T4 e T3) são responsáveis pela regulação do metabolismo, ou seja, por todo o trabalho celular do organismo.
Acidentes nucleares contribuem para o aumento de casos
Um estudo realizado em 2005 pela OMS sobre os acidentes nucleares revelou que o câncer de tireoide aumentou de forma significativa, como consequência da radiação ionizante. Além disso, as quantidades desse elemento liberadas à atmosfera acabaram contaminando também os gramados que alimentavam as vacas, cujo leite era fornecido a essas pessoas.
O reator nuclear de Fukushima alcançou o nível 7 em termos de acidentes nucleares, similar ao de Hiroshima e, embora desta vez o Japão tenha tomado as medidas necessárias para proteger a população, especialistas não descartam os riscos de contaminação, levando em consideração os efeitos na água do mar, nas verduras e, por consequência, em toda a cadeia alimentar, o que expõe indiretamente a população à radiação ionizante. Experiências anteriores de acidentes nucleares resultaram não somente em um crescimento significativo de casos de câncer da tireoide, como também de nódulos benignos e doenças autoimune (tireoidite de Hashimoto). “A tireoidite de Hashimoto é a principal causa de hipotireoidismo e dados brasileiros mostram que cerca de 10% da população tem hipotireoidismo”, alerta Laura.
Agenda:
Semana Internacional da Tireoide
Palestras sobre doenças autoimunes e nodulares, seguidas de tira-dúvidas
De 23 a 27 de maio
Público-alvo: leigos
Programação:
Data: 25/05, às 14h00
Local: Anfiteatro dos Hospital das Clínicas da UNICAMP.
Palestrante: Dra. Laura Sterian Ward
Sobre a SBEM-SP
A SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional São Paulo) congrega médicos endocrinologistas com o objetivo de estimular a geração de conhecimento dentro desta especialidade para oferecer aos seus associados oportunidades de aprimoramento técnico e científico. Consciente de sua responsabilidade social, a SBEM-SP oferece consultoria junto à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, para o desenvolvimento de estratégias de atendimento e na padronização de condutas em Endocrinologia, e divulga ao público orientações básicas sobre as principais doenças tratadas pelos endocrinologistas.
Semana Internacional da Tireoide
Especialistas promovem ciclo de palestras para conscientizar a população
- Cerca de 300 milhões de pessoas sofrem de disfunções de tireoide em todo o mundo
- Dados do INCA mostram que o câncer de tireoide é o quinto câncer mais frequente entre as mulheres
- Acidentes nucleares contribuem para o aumento de casos
De 23 a 27 de maio, médicos endocrinologistas de todo o País fazem uma mobilização em prol do Dia Internacional da Tireoide, comemorado oficialmente no dia 25 de maio. Para divulgar o tema, a SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) vai promover, ao público leigo, uma série de palestras sobre hipotireoidismo congênito, doenças autoimunes e nodulares da tireoide e câncer, além de distribuir materiais impressos e intensificar a divulgação na imprensa. “Ainda que relativamente raro (apenas 0,001% dos nódulos é maligno), o câncer que mais aumentou em incidência nos EUA nos últimos anos foi o de tireoide. Dados do INCA mostram que é o quinto câncer mais frequente entre as mulheres (décimo sétimo entre os homens)”, informa Laura Ward, presidente do Departamento de Tireoide da SBEM.
De acordo com os especialistas, as disfunções da tireoide atingem cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo que mais da metade desconhece sua condição. As mulheres em particular e os idosos são mais suscetíveis a essas doenças.
No idoso, os sintomas dos distúrbios da tireoide podem ser confundidos com os da própria idade e não serem adequadamente tratados. Os distúrbios funcionais da glândula, se não tratados, podem causar complicações graves, entre as quais doenças cardiovasculares. Podem ainda afetar a gestação e o feto em desenvolvimento. Por outro lado, as disfunções da tireoide podem ser facilmente detectadas, através de um exame, o TSH, que avalia os níveis séricos do hormônio estimulador da tireoide. O teste é simples, de baixo custo e disponível pelo SUS.
O que é a Tireoide?
A tireoide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço que tem forma de borboleta. Os hormônios tireoidianos (T4 e T3) são responsáveis pela regulação do metabolismo, ou seja, por todo o trabalho celular do organismo.
Acidentes nucleares contribuem para o aumento de casos
Um estudo realizado em 2005 pela OMS sobre os acidentes nucleares revelou que o câncer de tireoide aumentou de forma significativa, como consequência da radiação ionizante. Além disso, as quantidades desse elemento liberadas à atmosfera acabaram contaminando também os gramados que alimentavam as vacas, cujo leite era fornecido a essas pessoas.
O reator nuclear de Fukushima alcançou o nível 7 em termos de acidentes nucleares, similar ao de Hiroshima e, embora desta vez o Japão tenha tomado as medidas necessárias para proteger a população, especialistas não descartam os riscos de contaminação, levando em consideração os efeitos na água do mar, nas verduras e, por consequência, em toda a cadeia alimentar, o que expõe indiretamente a população à radiação ionizante. Experiências anteriores de acidentes nucleares resultaram não somente em um crescimento significativo de casos de câncer da tireoide, como também de nódulos benignos e doenças autoimune (tireoidite de Hashimoto). “A tireoidite de Hashimoto é a principal causa de hipotireoidismo e dados brasileiros mostram que cerca de 10% da população tem hipotireoidismo”, alerta Laura.
Agenda:
Semana Internacional da Tireoide
Palestras sobre doenças autoimunes e nodulares, seguidas de tira-dúvidas
De 23 a 27 de maio
Público-alvo: leigos
Programação:
Data: 25/05, às 14h00
Local: Anfiteatro dos Hospital das Clínicas da UNICAMP.
Palestrante: Dra. Laura Sterian Ward
Sobre a SBEM-SP
A SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional São Paulo) congrega médicos endocrinologistas com o objetivo de estimular a geração de conhecimento dentro desta especialidade para oferecer aos seus associados oportunidades de aprimoramento técnico e científico. Consciente de sua responsabilidade social, a SBEM-SP oferece consultoria junto à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, para o desenvolvimento de estratégias de atendimento e na padronização de condutas em Endocrinologia, e divulga ao público orientações básicas sobre as principais doenças tratadas pelos endocrinologistas.




