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segunda-feira, março 9, 2026
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Trabalhadores vão ocupar Porto Alegre para protestar contra o desemprego e a fome

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Neste dia será realizada a Marcha contra a Fome, a Miséria e o Desemprego, organizada pela CUT e demais centrais sindicais e os movimentos sociais gaúchos. A concentração terá início às 13h30 com saída para a caminhada às 14h30.  Foto Wilson Dias/agência Brasil

 

 

Trabalhadores vão ocupar o Centro Histórico de Porto Alegre no próximo sábado, dia 9, para um ato contra os mais de 10,6 milhões de trabalhadores e trabalhadoras desempregados, com empregos precários ou na informalidade, contra a fome que atinge mais de 33 milhões de brasileiros e a miséria que assola o país.

Neste dia será realizada a Marcha contra a Fome, a Miséria e o Desemprego, organizada pela CUT e demais centrais sindicais e os movimentos sociais gaúchos. A concentração terá início às 13h30 com saída para a caminhada às 14h30.

A inflação está acima de 10% desde setembro de 2021 e os preços da alimentação vêm batendo recordes a cada dia o que contribui para piorar ainda mais a vida da maioria dos brasileiros sem renda e  “o povo não aguenta mais”, diz o o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci.

“Está tudo muito caro. O povo não aguenta mais. Os preços dos alimentos dispararam, assim como os preços da gasolina, do diesel, do gás de cozinha e da energia elétrica. Temos de protestar”, acrescenta o dirigente.

Cenci diz, ainda que, “não é à toa que aumentou o número de pessoas pedindo comida nas cidades e morando em situação de rua”.

O presidente da CUT-RS ressalta ainda que os trabalhadores com empregos precários, sem direitos, com baixos salários também estão sofrendo com a escalada dos preços e a falta de oportunidades no mercado de trabalho.

Ele lembra dos quase 63 milhões de brasileiros que têm renda domiciliar per capita de até R$ 497 mensais. Ou seja, sobrevivem com menos da metade de um salário mínimo, segundo o Mapa da Nova Pobreza, que a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou nesta semana.

“É inaceitável que toda essa gente se encontre passando imensas dificuldades, sobrevivendo com insegurança alimentar, enquanto o Brasil produz toneladas de alimentos para exportação”, denuncia o dirigente da CUT-RS.

Para ele, “a culpa é do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), que destruiu políticas públicas, cortou direitos dos trabalhadores, ampliou a precarização do trabalho e não investe na geração de emprego e renda para combater a fome e a miséria”.

Amarildo salienta que o ex-governador Eduardo Leite (PSDB) e o prefeito Sebastião Melo (MDB) seguiram a mesma cartilha de Bolsonaro, piorando as condições de vida de milhares de famílias gaúchas. “Queremos comida na mesa, emprego decente e mais renda, moradia, saúde e educação pública de qualidade”, destaca.

 

Tomar as ruas e as redes sociais para virar a página

“Temos que tomar as ruas para bater as panelas vazias e utilizar as redes sociais para protestar contra a fome, a miséria e o desemprego. O povo brasileiro precisa levantar a sua voz para exigir respeito e vida digna”, defende o presidente da CUT-RS.

Para Amarildo, “é hora de reforçar a luta, a unidade, a mobilização, a solidariedade e a esperança para virar essa página da história do país e trazer o Brasil de volta para os trabalhadores e as trabalhadoras”.

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