
Até o momento se tem registro de vírus urbano da febre amarela, apenas do vírus silvestre, portanto não há necessidade de corrida pela vacinação para moradores de outros pontos da cidade.
A falta de conscientização de alguns moradores de Campinas obrigou a Secretaria de Saúde a evitar divulgar locais e horários de vacinação contra a febre amarela em Sousas, antecipadamente. Só no San Conrado, 60% dos vacinados na terça-feira, não eram moradores nem prestadores de serviços do local.
A atual campanha de vacinação é voltada especificamente para moradores de Sousas, Joaquim Egídio e Bairro Carlos Gomes, regiões em que foram registradas mortes de macacos com suspeita de febre amarela (sendo três casos confirmados). Não há necessidade de vacinação para moradores de outros pontos da cidade, já que não há nenhuma indicação de mosquitos infectados em outros pontos da cidade. A indicação é justamente a morte de macacos.
A coordenadora do Programa de Imunização da Secretaria de Saúde de Campinas, Valéria Jardini, garantiu que todos os moradores e prestadores de serviço de Sousas, Joaquim Egídio e Bairro Carlos Gomes serão vacinados nesta etapa de vacinação contra a febre amarela.
Segundo ela, a equipe está se organizando para realizar uma maior ação no próximo sábado, com o intuito de atingir um público maior da região. Nos outros dias, as equipes do Centro de Saúde irão avisar diretamente os moradores que receberão as vacinas em pontos fixos de Sousas e Joaquim Egídio. Também haverá as equipes aplicando vacinas nas fazendas da região. Os moradores que não estiverem em casa no momento da vacinação, deverão se dirigir com um comprovante de endereço até o Centro de Saúde, para marcar uma nova data.
Valéria explica ainda que a equipe para aplicação das vacinas é restrita, e, portanto, há dificuldade para que estes agentes façam também a triagem de quem mora ou não na região. “É importante que as pessoas se conscientizem de que não é preciso se expor a vacina se não for morador de áreas indicadas para vacinação”. Para ela, seria importante que os próprios condomínios e moradores ajudassem neste controle. “O risco está apenas nestes locais e não há necessidade de outras pessoas se exporem à vacina neste momento”, ressaltou.
De acordo com ela, já existe uma previsão de fazer a vacinação em toda a cidade, mas isto será feito de acordo com a necessidade apontada pela detecção do vírus. E é preciso esclarecer a população de que não existe nenhum caso de febre amarela humana registrado em Campinas. “Hoje, nossa meta é atingir as regiões de mata, próximas de onde foram encontrados os macacos mortos. Se houver registros em outras áreas, a vacinação será estendida!”, disse.
Segundo a coordenadora, o macaco morto é o aviso de que pode haver o vírus circulando, e a vacinação fica indicada para quem vive nestas áreas. Além disso, não há nenhum registro de vírus urbano da febre amarela. O surto atual de febre amarela no Brasil é silvestre. Isso significa que é transmitida por mosquitos (Haemagogus e o Sabethes) que vivem nas matas e na beira dos rios. Estes mosquitos picaram macacos contaminados e depois picaram pessoas que adoeceram.
Ainda de acordo com Valéria, foram solicitadas 74 mil doses da vacina para esta etapa da vacinação e até ontem foram aplicadas cerca de 8 mil doses. Em toda a cidade, desde janeiro, foram aplicadas mais de 40 mil doses da vacina.
Moradores de Sousas, Joaquim Egídio e Bairro Carlos Gomes devem esperar o contato dos profissionais do Centro de Saúde para receber a vacina. Já moradores de outros pontos da cidade devem aguardar a necessidade de vacinação, que será indicada pela Prefeitura. Quem precisa viajar para áreas infectadas deve agendar a vacina através dos serviços 156 ou 160 da Prefeitura.




