Editor de site diz que investigação pode virar “Lava Jato parte 2”

Durante a edição desta quinta-feira (5) do programa Fala, Rovai, o jornalista Renato Rovai, editor-chefe da Revista Fórum, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria cobrar explicações da Polícia Federal sobre o que classificou como vazamentos seletivos de informações relacionadas à investigação contra o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
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Segundo Rovai, o presidente deveria conversar diretamente com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para apurar eventuais vazamentos de dados protegidos por sigilo. Na avaliação do jornalista, a divulgação de trechos da investigação pode comprometer o andamento do caso e o direito ao sigilo dos investigados.
Acusações e bastidores políticos
No programa, Rovai afirmou que as informações divulgadas sobre o caso poderiam indicar o início de uma nova fase de disputas políticas semelhantes às ocorridas durante a Operação Lava Jato. “Esses vazamentos seletivos mostram que as investigações em torno do Master são o início de uma operação Lava Jato parte 2: a revanche”, declarou.
O jornalista também mencionou possíveis repercussões políticas caso seja criada uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para tratar do tema. Ele citou o presidente do Senado Federal do Brasil, Davi Alcolumbre, e o deputado Nikolas Ferreira ao comentar o ambiente político em torno da investigação.
Durante a análise, Rovai afirmou: “O Alcolumbre não quer, porque o tesoureiro de campanha dele foi preso por gastar R$ 400 milhões em títulos do Banco Master no fundo de previdência do Amapá. Ninguém quer essa CPMI. O Nikolas finge que quer mas passou 10 dias no jatinho do Vorcaro, e o nome dele está no celular do banqueiro”.
O editor ainda acrescentou que, na avaliação dele, setores da Polícia Federal estariam sendo instrumentalizados politicamente. “Os investigados estão instrumentalizando setores da PF coordenados por Sérgio Moro. Ou o governo se toca disso ou vai tomar um golpe”, afirmou.
As declarações ocorreram em meio às investigações sobre supostas fraudes envolvendo o Banco Master e decisões judiciais recentes no Supremo Tribunal Federal relacionadas ao caso. Até o momento, os citados nas falas do jornalista não se manifestaram publicamente sobre as afirmações.




