Auditor e técnicos do seguro social são alvos de busca em três estados
A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (17) quatro mandados de busca e apreensão contra servidores públicos investigados por suspeita de acesso e vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal e de seus familiares. As diligências ocorreram em São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro, no âmbito de investigação que apura possível uso indevido de informações fiscais protegidas por lei.
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Entre os investigados está um auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil lotado em São José do Rio Preto (SP), que ingressou no serviço público federal em 1995. Também são alvos dois técnicos do seguro social que atuam em unidades da Receita na Bahia.

Os suspeitos de terem acessado de forma ilegal informações sobre os magistrados foram divulgados pelo STF em comunicado à imprensa.
- Luiz Antônio Martins Nunes
- Luciano Pery Santos Nascimento
- Ruth Machado dos Santos
- Ricardo Mansano de Moraes
Segundo apuração, os acessos teriam atingido dados de integrantes da Corte e de parentes, incluindo a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O caso tramita no Inquérito 4.781, que investiga ataques institucionais e disseminação de desinformação.
Em nota, o Supremo afirmou que os vazamentos buscariam criar “suspeitas artificiais, de difícil dissipação”. O comunicado também mencionou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, poderia ter sido alvo de tentativa de devassa, hipótese posteriormente afastada após auditoria preliminar.
Contexto e reação institucional
A Receita declarou que não tolera desvios relacionados ao sigilo fiscal e destacou que seus sistemas são integralmente rastreáveis, permitindo identificar responsáveis por acessos indevidos. O órgão informou que abriu procedimento interno para apurar responsabilidades administrativas, além da investigação criminal conduzida pela PF.
O Sindifisco Nacional, entidade que representa auditores-fiscais, afirmou que o acesso devidamente motivado a dados de contribuintes faz parte das atribuições legais da carreira, mas ressaltou que eventual divulgação externa de informações protegidas configura irregularidade passível de punição.
As investigações seguem em andamento e podem resultar em responsabilização administrativa e criminal, conforme a conclusão das auditorias técnicas e perícias nos equipamentos apreendidos.




