A gestão do prefeito Jonas Donizette permitiu que apenas grandes agências participassem da concorrência para fazer a publicidade da prefeitura de Campinas, eliminando empresas que haviam participado da licitação anterior, realizada em 2012. O vereador Pedro Tourinho (PT) disse, na Câmara, que a licitação de 2012 exigia capital social das agências de R$ 500 mil. Mas na concorrência de 2013, já na gestão de Jonas, o valor subiu para R$ 2 milhões.
Das oito empresas que disputaram a concorrência em 2012, seis ficaram impedidas de concorrer em 2013 devido à exigência do capital social. “O valor do contrato de 2012 para 2013 subiu 67%, mas a exigência de capital social subiu 300%. Queremos saber por que existe esta diferença”, questionou Tourinho. O vereador protocolou um requerimento de informações (anexo) que será enviado ao prefeito. O prazo para o executivo responder é de 15 dias.
No requerimento, Tourinho pergunta como foram feitos os cálculos para estabelecer a exigência de capital social de R$ 2 milhões, pede cópias dos documentos que sustentam esta decisão e pergunta por que a exigência aumentou tanto, uma vez que o valor do contrato não subiu na mesma proporção.
As suspeitas sobre a contratação da publicidade começaram há duas semanas, quando o vereador descobriu que a diretora executiva da FSB, agência que disputou sozinha e ganhou a concorrência, Paula Fontenelle, foi assessora de imprensa de Jonas Donizette durante a campanha eleitoral.
Outros fatos começaram a gerar suspeitas: oito empresas que disputaram a licitação em 2012 foram desclassificadas no dia 28 de dezembro do ano passado. Uma delas foi desclassificada porque sua proposta tinha mais de 25 linhas de texto por página. Em janeiro deste ano, já no governo Jonas, a licitação foi considerada fracassada e a nova licitação foi aberta





