Petterson Prado cita casos de mensalão dentro da Prefeitura de Campinas.
Traição e perseguição política – foi assim que definiu o vereador Petterson Prado (PPS), a imprensa no plenarinho da Câmara de Campinas, na tarde do dia 18.
Segundo ele sua expulsão aconteceu a mando do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), que está descontente com as oposições que o vereador faz dentro do Legislativo. “O Hélio não quer oposição na Câmara”, disse Petterson.
Em seu discurso, o vereador afirma que os empresários campineiros estão cansados de pagar o mensalão a administração municipal de Campinas. “Os empresários estão muito felizes com as acusações feitas pelo Ministério Público, porque somente assim eles deixam de pagar o mensalão a Prefeitura, principalmente àqueles que têm contratos com a administração municipal”, conclui.
O pedido de expulsão partiu do Secretário de Habitação, André Von Zuben que segundo ele, em 2009 foi chamado pelo secretário para negociar a parceria entre ele e o Executivo. A negociação seriam seis cargos entre 5 a 8 mil reais. “Não fiz minha campanha prometendo cargos, não preciso de cargos! Construí minha carreira política em cima de projetos”, foi à resposta do vereador.
A justificativa apresentada pelo partido é a condenação de Petterson pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) por improbidade administrativa no seu mandato como deputado estadual. Ele é acusado de reter salários dos funcionários do gabinete.
Sobre os compromissos assumidos pelo partido com a administração pública, Petterson afirma que “Existe uma relação de venda do partido para o Dr. Hélio, pois comprar não dá trabalho”. Conclui.
A situação de Petterson dentro do partido já vinha algum tempo sendo desgastada por causa das CPIs presididas pelo vereador, como é o caso da CPI da Emdec e da Setec a qual ele faz parte, além de sua proposta de mudar o Regimento Interno da Câmara de três para cinco CPIs.
Esquema dentro partido
O documento que culminou com a expulsão de Petterson, foi assinado por 23 filiados do partido. Segundo denúncia feita pelo vereador, no caso do Partido Popular Social (PPS), os dirigentes do partido pagam aos filiados, cerca de 60 pessoas, uma ajuda de custo e mais a mensalidade para que os membros do partido votem a favor de algumas decisões internas do grupo do André.
Prazo para recorrer
O vereador terá um prazo de 15 dias para apresentar uma argumentação de defesa. Ele disse que ainda não decidiu o que vai fazer em relação ao pedido de expulsão, e que pretende definir sua vida política até sexta-feira.
De acordo com o estatuto partidário, o partido ou o suplente podem judicialmente requerer o cargo. No entanto, cabem
recursos ao vereador, sendo que processo de expulsão pode se alastrar até setembro quando o vereador poderá trocar de partido conforme a nova lei de fidelidade partidária.




